Amares

Chegou o outono! Nem a chuva trava a tradição das vindimas no Minho

Partilhe esta notícia!

No primeiro sábado de vindimas a chuva sentia-se fria, intensa e constante, mas não era em todo o lado assim. As vindimas começaram e a tradição ainda se mantém em muitas famílias de Vila Verde e arredores. Este sábado, já o céu estava limpo, e as ramadas secas para estender as escadas nos varais.

Ao nascer do dia, a azáfama dos cestos, das tesouras da poda e das escadas para fazer os beirais onde só os mais astutos chegam e têm coragem de se pendurar. A meio da manhã há o mata-bicho. Toda a gente bebe um copo de vinho, come um bolinho de bacalhau e uma “tira de bacalhau frito com um trigo” para dar energia para o resto da manhã.

 

(c) JR

“Dar ao cabedal para ralar é cada vez menos usual”

As “raladeiras” antigas são cada vez menos usuais, mas ainda se “puxa muito pelo cabedal para rodar, rodar, rodar e ralar as uvas que mais tarde darão a tão esperada pinga.

O almoço chega sem antes lavar as mãos com “sabão-rosa” e a toalha que serve para todos.

A feijoada ou o pica-no-chão tem que fazer parte da ementa, porque quem trabalha merece comer bem para renovar as energias.

“Este é o almoço mais longo do ano. Ficamos a conversar toda a tarde e a provar as pingas para que para o ano todos estejamos cá. Tenho que tratar bem os vindimadores se não para o ano já não aparecem”, dizia em tom irónico o representante da vinha. Os cestos depois de contados fazem já uma previsão de um bom ano de vinho. A uva está doce e vêm aí as castanhas para acompanhar o vinho novo. As tradições fazem parte da vida de uma região, e Vila Verde, mantém ainda muitas destas belas tradições que fazem do Minho uma região sem igual.

Comentários

topo