André Almeida Opinião

Opinião. “Fake News”. Prepara-se! Elas aí vem!

André Almeida
Escrito por André Almeida

Costuma dizer a minha mãe que “de longe vai a água ao moinho!” significando que nunca é tarde para aprender e estarmos preparados para sermos melhores e lidarmos com os diversos acontecimentos, muito melhor preparados.

Assim, perspetivando as próximas eleições legislativas em Portugal, e indo ao encontro a uma das tendências de 2019 (que abordei num artigo aqui no Semanário V), serve o presente artigo para abordar uma temática (ou tendência) que muito provavelmente irá surgir nos próximos dias/semanas, à medida que o dia 6 de outubro se aproxima.

Tendência? Sim! Com certeza já ouviu falar em “fake news”, ou traduzido para português: notícias falsas, relacionadas com diversos assuntos e normalmente propagadas através dos meios digitais, como as redes sociais, as plataformas de messaging como o Whatsapp, Facebook Messenger, SMS, Email, entre outros.

Dos casos mais comentados encontram-se as notícias saídas a público na altura das últimas eleições do Presidente dos Estados Unidos da América, que resultaram (provou-se) na eleição de Donald Trump, ou ainda na eleição mais recente do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Controvérsias à parte, aproveitando já uma área sensível; a política, e olhando para o calendário eleitoral que se avizinha; Legislativas, podem-se esperar alguns casos em Portugal.

Quem o disse já no passado foi Filipe Carrera, coordenador da pós-graduação em Marketing Digital do IPAM, onde admitia que “o fenómeno das fake news em Portugal é hoje feito por amadores, mas alerta que “os grupos extremistas” iriam chegar.

A massificação das redes sociais e a penetração de cada vez mais pessoas, principalmente acima dos 40 anos e na rede social Facebook, tenderá a propiciar o desenvolvimento de más interpretações e análise do conteúdo consumido.

A melhor forma de precaver e detetarmos estes tipo de conteúdos falsos é acima de tudo a interrogação. Devemos ser críticos na informação que nos chega e criteriosos na sua análise.

Se o leitor tiver em atenção a estas 4 perguntas antes de fazer qualquer pensamento/ação, como comentário, partilha, etc., vai com certeza estar muito mais seguro nas ações que toma e aferir o que é verdadeiro e falso:

  • Quem é o autor da notícia? Esta é a primeira parte, a meu ver, para averiguar/despistar uma notícia falsa. Existem diversos autores, organismos de comunicação social e empresas que têm já uma reputação estabelecida no mercado. Dependendo de cada uma, analise sempre se a autoria é confiável.
  • Qual é a URL? No meio digital, é muito fácil partilhar conteúdo informativo e as redes sociais vieram dar um grande impulso nisso. Verifique sempre a URL e o tipo de site onde está inserida a notícia.
  • Qual a fonte? As notícias têm sempre uma fonte original, que assegura a veracidade da informação divulgada.
  • Qual a data da notícia? Muitas vezes a notícia até é (foi) verdadeira mas como o link é eterno, muitas vezes a notícia que nos surge está já desatualizada e os factos já não ocorrem no presente.

Como em tudo na vida, a ponderação é essencial para a tomada de decisão. Analise sempre com calma toda a informação que lhe estão a fazer chegar e analise estes simples pontos para a qualificar.

Espero ter ajudado a ser um cidadão mais e bem informado! Ah, e no próximo dia 6 de Outubro exerça o seu direito: Vote! 🙂

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Consultor de Marketing

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