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Um dia na mesa de voto. Responsabilidade máxima até ao apurar dos resultados

© Joaquim Ribeiro / Semanário V
Escrito por Joaquim Ribeiro

Dia 6 de outubro, realizaram-se as eleições legislativas, onde os Portugueses elegeram os seus representantes na Assembleia na República. Um dia muito importante para os próximos 4 anos do nosso país, e nós tentamos perceber “um dia de trabalho na mesa eleitoral”.

O dia começa cedo. Na alvorada do dia, por volta das 07h00 começam a chegar os primeiros elementos da mesa constituinte. Desembrulham-se os boletins, abre-se a correspondência e organiza-se a “papelada” para que às 08h00 as portas se abram aos eleitores. A mesa eleitoral era constituída por 5 elementos. O Presidente, o suplente, o secretário e escrutinadores, 299 eleitores inscritos e um dia de máxima responsabilidade pela frente. 5 elementos de faixas etárias e profissionais diversificadas mas todos com a mesma determinação, “trabalhar de forma isenta um dia tranquilo, cordial e sempre com o sentido de cidadania e acima de tudo de fazer cumprir a lei”, comentavam os elementos da mesa.

Os boletins conferidos traziam 21 escolhas. Vários partidos e ideologias que arrancavam alguns sorrisos aos eleitores mais descontraídos e confundiam um pouco os menos letrados. “Tanto partido. Complicam tanto o eleitor”, ouvia-se entre os eleitores mais confusos. Outros vinham determinados e desabafavam “sei bem em quem votar”. O Partido da Terra ocupava o primeiro lugar do boletim e o Partido Aliança estava no vigésimo primeiro lugar da lista.

A manhã começou com um café e um doce para dar energia para o dia de “trabalho”. As primeiras horas são mais calmas. Começam a chegar os eleitores madrugadores que trabalham ao domingo e que outros que gostam do dever cumprido bem cedo para aproveitar o restante do fim-de-semana. O dia convidava ao “passeio domingueiro”. São mais de 11 horas de maratona recebendo um a um os eleitores da freguesia. Durante o dia os partidos fizeram visitas de cortesia com representantes e delegados, para “perceberem as dúvidas das mesas eleitorais e avaliarem a taxa de abstenção de cada freguesia”.

“São visitas que ajudam o bom funcionamento das mesas eleitorais e fazem aproximar os partidos e as pessoas. Sabemos a importância destas eleições para o país”, releva um dos elementos da mesa.

Com o passar das horas, o número de eleitores aumenta e o movimento torna o dia mais preenchido. As pessoas de mobilidade reduzida são apoiados no seu ato de cidadania tornando o dia “mais inclusivo” e acima de tudo mais democrático.

© Joaquim Ribeiro / Semanário V

A mesa possuía uma matriz de braille para que as pessoas com dificuldades visuais se sentissem incluídas e facilitasse o ato eleitoral. “ Um país mais justo e inclusivo”, referia a Comissão Nacional de Eleições.

Chegavam as 19 horas e as portas fecham-se para apurar resultados. A urna é aberta e os votos contabilizados, apoiados pelas atas que efectivam os resultados. Depois de conferidos os resultados são enviados para o tribunal, através da GNR, começando a fechar um ciclo.

O Tribunal Comarca de Vila Verde é a entidade competente para efetivar os resultados do ciclo do concelho, controlados pelo Juiz responsável do distrito de Braga, sempre em conformidade com a legislação da Comissão Nacional de Eleições.

Dia 6 de outubro, mais um ato eleitoral que decide o futuro do país, onde o trabalho feito nas mesas de voto é essencial, principalmente nas freguesias com um menor número de eleitores, onde a proximidade entre as pessoas tem um papel fundamental.

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