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José Morais sai em defesa dos produtores agrícolas da região contra extremismos e populismos primários

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Escrito por Redação

O vereador José Morais acompanhou de perto o concurso pecuário regional e concelhio e o concurso de raças avícolas nacionais, organizado pela Caviver e pela Amiba, inseridos na Festa concelhia das Colheitas.

Neste concurso, estiveram presentes várias dezenas de produtores locais e nacionais. No final da atividade, os produtores de gado bovino realizaram o tradicional desfile pecuário.

O líder socialista começou por destacar que “a Caviver – Cooperativa Agrícola de Vila Verde e a Amiba são duas das mais prestigiadas instituições na região, desenvolvendo um trabalho de vital importância no setor agrícola. A Caviver, em particular, tem tido um papel determinante no acompanhamento a apoio aos agricultores do concelho, através de ações de formação e apoio técnico levado a cabo pelos profissionais da cooperativa”.

Segundo o vereador, “ficou muito claro para mim que os produtores locais estão muito sensibilizados para as questões ambientais. Com a presença de exemplares de raças bovinas autóctones minhota e barrosa, foi interessante perceber a forma cuidada com que os produtores tratam estes animais. Regem a sua atividade por critérios bastante restritos no que diz respeito à sanidade e bem-estar animal, sem esquecer a sustentabilidade ambiental.”

José Morais afirmou que “num tempo dado a populismos fáceis, tive a oportunidade de constatar que os produtores agrícolas participantes neste certame têm feito um esforço enorme para se adaptarem às novas regras de produção, optando por modelos de exploração sustentáveis e amigos do ambiente.

Aquilo que se tem verificado é um populismo exagerado contra o consumo de carne de vaca, sob pretexto de que a produção animal contribui para a poluição ambiental. Recordo que, de acordo com o roteiro para a neutralidade carbónica, a pecuária é responsável por apenas 12,5% das emissões, enquanto quase 70% do total das emissões deve-se ao setor da energia e dos transportes!”

Na sua intervenção referiu que “os políticos devem efetivamente defender políticas sustentáveis e eu estarei sempre na linha da frente. Mas os políticos devem também afastar populismos e separar as diferentes formas de produção agrícola. A quase totalidade da produção na nossa região não é feita de modo sustentável, em regime de agricultura familiar, geradora de emprego e valorização económica do setor. Como tal, não me revejo em posições políticas extremadas que misturam tudo dentro do mesmo saco. Não abdicarei de defender um mundo rural sustentável e amigo do ambiente, mas onde todos podem e devem estar incluídos.”

 

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