Braga

“Maravilhas do Cávado” retém carro de cliente depois de exigir pagamento não orçamentado

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O caso remonta ao dia 11 de junho do presente ano, quando a Rafaela Pinto recorre aos serviços da empresa “Maravilhas do Cávado” para instalação do sistema de GPL na sua viatura.

“Dia 11 de junho do corrente ano, recorri aos serviços de instalação de GPL, da empresa Maravilha do Cávado, em Braga, para o meu carro VW New Beetle. Passados dois dias sou contactada como o veículo estaria pronto. O pagamento do serviço (1352.51€) foi feito integralmente no ato da entrega. Assim que conduzi o carro verifiquei que não estava nas condições mecânicas tal e qual como as que o carro apresentava antes da instalação. Este estava com falhas mecânicas tais como perda de potência e, inclusivamente, desligava-se sem razão aparente”, cita a cliente em declarações ao V.

Uma semana depois, o carro volta a entrar na oficina, para a resolução dos problemas referidos, que não foram resolvidos segundo a proprietária “foi entregue novamente com os mesmos defeitos, e no mesmo dia em que foi entregue, volta a entrar na oficina pela 3 vez, pelo facto de apresentar exatamente todos os problemas referidos acima. Passa-se mais de um mês e o carro continuou na oficina à espera de uma resolução”.

Depois de inúmeras tentativas de contacto da parte da cliente, obtém a resposta de que o problema seria na centralina do automóvel. “Após várias tentativas de contacto de minha parte, que muitas vezes foram ignoradas pela receção, é me dito que o problema estaria na centralina do carro. Foi então que  esta peça foi retirada do carro e encaminhada para um técnico especialista. Embora nunca tenha sido detetado qualquer tipo de anomalia na condução antes da instalação do GPL. Mais uma vez, entre as minhas tentativas de contacto, é me dito constantemente que o problema ficaria resolvido em dois dias. Passado esses dois dias sem resposta, voltava a entrar em contacto e a data de entrega era alargada mais uma vez. E esta situação repetia-se várias vezes. Supostamente a reparação desta peça resolveria o problema”.

Depois de mais umas semanas sem resposta, a centralina ainda não reparada e a cliente sem transporte próprio, sem que a empresa que propusesse um carro de substituição. “Passaram-se mais umas semanas e, apesar de estar sem meio de transporte próprio, não me foi proposto pela empresa um veículo de substituição. Entretanto, a Centralina foi mudada de um técnico especialista de Braga para um técnico do Porto”.

A cliente, depois de tanto tempo passado, solicitou a desinstalação do kit GPL e o reembolso mas foi-lhe negado por parte da empresa. “Devo referir que, por várias vezes, solicitei a desinstalação do kit e o respetivo reembolso, sem sucesso. Nunca me foi referido que, teria custos adicionais relativos a estas deslocações e intervenções no carro, dado a entender que estaria coberto pela garantia da instalação do GPL”.

Dado os problemas persistirem no veículo, Rafaela Pinto refere que “autorizei essa transferência de local, sob informação de que quaisquer modificações no carro teriam de ter um orçamento e a minha posterior autorização para avançar”.

Durante a viagem para nova reparação o veículo foi obrigado a parar dado o agravamento do referido erro. A empresa solicitou a chamada do reboque, ao qual a cliente autorizou, mas desagradada com a situação, dado que estava a empresa deveria ter serviço próprio para este tipo de casos e o carro nem deveria estar em circulação apresentado os problemas na centralina. “Entraram em contacto comigo a pedir autorização para chamar o reboque do seguro. Foi chamado o reboque e o carro foi entregue no destino final, quando esse transporte deveria estar a cargo da empresa, sem representar mais uma vez prejuízos para mim”. No entanto, nesse mesmo dia, o carro terá sido deixado numa morada diferente da pedida sem consentimento da cliente.

No dia 22 de agosto, passados 2 meses, a cliente é informada que o carro estaria finalmente pronto a ser entregue e nas perfeitas condições.

No dia 23 de agosto, a cliente foi efectuar o levantamento da viatura ao que lhe transmitem que possuía uma conta de 500 euros para liquidar, valor esse que nunca foi orçamentado nem autorizado pela cliente. Depois de falar com o gerente da empresa, o Sr. Alberto Pinto, recebe a confirmação que só poderia efectuar o levantamento da viatura após a liquidação, e segundo o mesmo “existem determinados orçamentos que só podem ser dados no fim do trabalho estar concluído”.

A cliente deslocou-se à empresa que reparou o problema na centralina, pediu o orçamento e foi-lhe negado por parte da gerência, alegando que o assunto “teria sido tratado com o Sr. Alberto Pinto. Tendo o mesmo autorizado as intervenções”.

O caso está neste momento em processo judicial, não havendo da parte da empresa “Maravilhas do Cávado” margem para negociações. A cliente passado mais de 4 meses continua a andar em carros emprestados com transtornos incalculáveis na sua vida.

“Não houve margem para mediação”

Segundo relatos do Advogado da cliente, “não houve margem para mediação no tribunal arbitral”, defendendo que “não há orçamento. A minha cliente não deu autorização para as reparações que foram efectuadas no veículo. É um longe período de 4 meses que já a prejudicou em muitas vertentes”.

 

O Semanário V tem tendo obter uma reação por parte da empresa, mas desde o dia de ontem (22) ninguém atende via contacto telefónico.

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