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Caso Éter. Amares. Manuel Moreira diz que Turismo do Porto e Norte impôs as empresas para as lojas

O presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, disse hoje à Lusa que o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) impôs as empresas para a instalação da loja interativa de turismo do concelho.

Manuel Moreira, que é arguido no processo, acrescentou que aceitou a imposição por considerar que o importante era o concelho ter uma loja interativa.

Disse que em causa estão as empresas responsáveis pelo equipamento da loja.

“Não podia pôr a concurso nem escolher empresas. O Turismo do Porto e Norte impunha-nos as empresas. Ou era para essas ou não tínhamos loja interativa. Eu o que queria era obra, estava aprovada a candidatura, a mim não me aqueceu nem arrefeceu”, referiu.

O autarca foi ouvido pela Polícia Judiciária em julho e constituído arguido, mas confessa-se “perfeitamente tranquilo”.

Disse que nunca falou com ninguém do TPNP sobre o processo, tendo sido sempre os técnicos camarários que “trataram de tudo”.

“Apenas assinei os despachos”, sublinhou.

A loja interativa de Amares foi instalada durante o mandato anterior, numa altura em que Manuel Moreira tinha sido eleito pelo PS.

Nas últimas eleições autárquicas, Moreira encabeçou a lista da coligação PSD/CDS-PP.

A investigação sobre a instalação de lojas interativas de turismo (LIT) insere-se no âmbito da Operação Éter, mas o Ministério Público (MP) decidiu abrir um inquérito autónomo exclusivamente sobre aquela matéria.

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Também hoje, o autarca de Vila Verde, António Vilela e a vereadora da Cultura Júlia Fernandes foram constituídos arguidos.

No dia 25 de outubro, o MP deduziu acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades coletivas), incluindo o ex-presidente da TPNP, Melchior Moreira, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de outubro de 2018.

O ex-presidente da TPNP está acusado de 38 crimes (12 de participação económica em negócio, três de peculato de uso, três de peculato, nove de abuso de poder, um de corrupção passiva, sete de falsificação de documento e três de recebimento indevido de vantagem).

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Paulo Moreira Mesquita

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Diretor Semanário V

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Agência Lusa

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