Os números e as reações são revelados esta quinta-feira na edição do Jornal de Notícias: os salários baixos (auferem o rendimento mínimo) estão a afastar os soldados das Forças Armadas e a obrigar os militares qualificados e com parentes superiores a assegurarem as tarefas básicas que lhes cabiam, o que naturalmente resulta num “desequilíbrio da estrutura hierárquica”, explica António Mota, tenente-coronel da Força Aérea e presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas. “Há sargentos a fazer trabalho de praças e oficiais a fazer trabalho de sargentos, e as pessoas sentem-se desmotivadas. É muito mau”, acrescenta.