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Gás Radão no Alto Minho em discussão: da Investigação à Prevenção. Saiba mais

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Escrito por Redação

Apresentar as principais conclusões da implementação do projeto de investigação “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal” à comunidade em geral e, em particular, à comunidade escolar, partilhando algumas reflexões em torno, por um lado, da temática da presença do Gás Radão em edifícios graníticos do Alto Minho e, por outro, da importância da adoção de medidas de mitigação ativas, é o principal objetivo do seminário “Gás Radão no Alto Minho, da investigação à prevenção” que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em parceria com a Agência Regional de Energia e Ambiente do Alto Minho (AREA Alto Minho) e com o apoio da Escola Profissional do Alto Minho Interior (EPRAMI) e do Município de Paredes de Coura, realiza no próximo dia 13 de novembro, a partir das 10h00, no Centro Cultural de Paredes de Coura, em Paredes de Coura.

Este seminário enquadra-se no projeto de investigação “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal”, promovido pelo IPVC, desenvolvido em co promoção com o Instituto de Telecomunicações (IT), o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e a empresa BMViV e apoiado pelo programa COMPETE 2020, que tem como principais objetivos a caracterização da concentração de gás radão numa amostra alargada de edifícios públicos nas regiões de Viana do Castelo e Barcelos.

De sublinhar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a exposição prolongada a concentrações elevadas deste tipo de gás está diretamente relacionada com o aumento do risco do aparecimento de cancro do pulmão. Nesse sentido, é de vital importância a realização de um estudo alargado na região do Minho que permita medir e monitorizar a concentração do gás radão no interior de edifícios”.

António Curado realça que “apesar do risco, a presença de gás radão não é um elemento que impede a utilização permanente e exaustiva dos edifícios graníticos, constituindo, no entanto, um problema que carece de análise e de uma consequente proposta de mitigação, quando necessário”.

A participação é gratuita mas a inscrição é obrigatória [e-mail. area-altominho@area-altominho.pt | tel. 258909341].

O que é o Gás Radão?

Não tem cor, não tem cheiro, não se sente e não se move, e, no entanto, é a segunda principal causa que pode conduzir ao Cancro do Pulmão em muitos países, segundo a Organização Mundial de Saúde. Como o radão não tem cor, cheiro ou sabor, não se dá por ele. Por isso, a única forma de o consumidor saber se tem níveis elevados deste gás em casa, é efetuando uma medição.
É um gás natural radioativo que pode acumular-se em ambientes interiores, como casas, escolas e locais de trabalho. Encontra-se nos solos graníticos da região do Alto Minho, assim como na água, e entra nos edifícios através de fissuras no pavimento e dos materiais de construção. A exposição prolongada ao gás Radão pode determinar um aumento do risco associado ao cancro do pulmão, motivo pelo qual é fundamental ventilar espaços e renovar o ar interior com critério seguindo procedimentos específicos.

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