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BdC foi detido há um ano. “A maior humilhação que um homem honrado pode sofrer: o ser detido na frente da filha”

Bruno de Carvalho © Instagram
Redação
Escrito por Redação

O ex-presidente do Sporting foi detido a 11 de novembro do ano passado, por ordem do DIAP de Lisboa, suspeito de ser o mandante do ataque a Alcochete.

Hoje, através da sua conta de Instagram, escreve que teve “de suportar o vexame de, depois de me ter ido apresentar voluntariamente às autoridades e me ter sido negada uma audiência, ser detido no local que eu considerada o mais seguro e sagrado na minha vida: a minha casa!”

Tece ainda duras críticas à forma como foi detido: vizinhos a testemunharem tudo, os pais a morar ao lado a serem confrontados com o sucedido e, desabafa ainda Bruno de Carvalho, o pior foi mesmo ter sido detido à frente da sua filha.

O texto na íntegra:

“Hoje faz um ano que fui detido em minha casa.
Tive de suportar o vexame de, depois de me ter ido apresentar voluntariamente às autoridades e me ter sido negada uma audiência, ser detido no local que eu considerada o mais seguro e sagrado na minha vida: a minha casa!
O vexame de ser detido, de o ser com todos os meus vizinhos a serem testemunhas e com os meus pais, no prédio ao lado, a serem logo confrontados com o sucedido.
Mas não bastava o vexame, tinham ainda de cometer a maior humilhação que um homem honrado pode sofrer: o ser detido na frente da filha… e ela que cheia de amor e carinho tinha ido buscar ao supermercado uma árvore de Natal… Como de um modelo e ídolo para as nossas filhas passamos, num segundo, para simples criminosos… Ainda hoje acordo, com pesadelos verdadeiros, a ver a cara dela a sorrir quando entrava em casa e de repente o seu sorriso passa a uma cara de pânico e desgosto quando viu o seu pai a ser detido e as suas coisas, no seu quarto, a serem violadas por aqueles que por detrás de um mandato não tiveram o mínimo de bom senso nem de respeito.

Isso sim foi um acto de terrorismo sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o culminar de uma campanha de difamação e calúnia sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o momento mais negro da minha vida que nunca nada nem ninguém vai, infelizmente, apagar.”

 

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Hoje faz um ano que fui detido em minha casa. Tive de suportar o vexame de, depois de me ter ido apresentar voluntariamente às autoridades e me ter sido negada uma audiência, ser detido no local que eu considerada o mais seguro e sagrado na minha vida: a minha casa! O vexame de ser detido, de o ser com todos os meus vizinhos a serem testemunhas e com os meus pais, no prédio ao lado, a serem logo confrontados com o sucedido. Mas não bastava o vexame, tinham ainda de cometer a maior humilhação que um homem honrado pode sofrer: o ser detido na frente da filha… e ela que cheia de amor e carinho tinha ido buscar ao supermercado uma árvore de Natal… Como de um modelo e ídolo para as nossas filhas passamos, num segundo, para simples criminosos… Ainda hoje acordo, com pesadelos verdadeiros, a ver a cara dela a sorrir quando entrava em casa e de repente o seu sorriso passa a uma cara de pânico e desgosto quando viu o seu pai a ser detido e as suas coisas, no seu quarto, a serem violadas por aqueles que por detrás de um mandato não tiveram o mínimo de bom senso nem de respeito. Isso sim foi um acto de terrorismo sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o culminar de uma campanha de difamação e calúnia sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o momento mais negro da minha vida que nunca nada nem ninguém vai, infelizmente, apagar.

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