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Mulher militar da GNR julgada por ameaçar superior com pistola mas alega “abusos de cariz sexual”

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Estão marcadas para dia 21 de novembro as alegações finais do julgamento de uma militar da GNR de Mondim de Basto que respondeu pelo crime de insubordinação por ameaças ou outras ofensas.

Está acusada por ter apontado uma pistola, carregada e municiada, a um superior hierárquico, justificando-se em audiência, dizendo que “ele queria que eu satisfizesse os seus caprichos sexuais”.

Na segunda sessão do julgamento, foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação. A acusação refere que Carla Fernandes apontou a pistola ao guarda principal Luís Borges, seu chefe de patrulha, em pleno posto da GNR em Mondim de Basto. Tê-lo-á feito, em maio de 2018, após uma discussão em que caiu ao chão.

A arguida diz que levou um encontrão no ombro que a fez tombar, mas a versão do colega é a contrária, a de que foi ela que caiu após lhe ter dado um empurrão. Outros dois militares do posto corroboram a versão do guarda principal. Na primeira audiência, a militar disse era importunada com atitudes de cariz sexual, como a de a “tentar beijar” ou de “tentar meter-lhe a mão entre as pernas quando iam numa viatura da Guarda. O que este nega, dizendo que ela, exaltada, o insultou, chamando-lhe “burro”, e o ameaçou, sem razão aparente.

 

 

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