Braga

Morte de empresário de Amares sem sombra de crime

José Manuel Cachada faleceu por acidente ou suicídio

A morte do empresário avícola José Manuel Cachada, um dos responsáveis da Pintobar, de Amares, carbonizado dentro em Vieira do Minho, não teve origem em qualquer tipo de intervenção criminosa, podendo ter sido acidental, ou motivada por suicídio, segundo concluíram a autópsia e perícias da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária de Braga.

Carbonizado dentro do seu carro em Vieira do Minho

José Manuel Cachada, de 42 anos, morreu carbonizado, a meio da tarde de 18 de janeiro deste ano, num local desviado, mas perto da Estrada Nacional 103, em Ruivães, concelho de Vieira do Minho, não havendo testemunhas oculares, pelo menos conhecidas, sobre o sucedido, mas desde o início do caso que alguns dos seus familiares afirmaram ter sido vítima de “emboscada”, isto é, ter havido intervenção criminosa, de terceiros, nesta morte.

As circunstâncias do trágico falecimento deram lugar a vários rumores, desde problemas pessoais a profissionais, tendo o trabalho de sapa realizado pela PJ concluído sem sombra de dúvidas que não se tratou de crime, isto já depois de terem sido feito cruzamentos das chamadas telefónicas e de todo o percurso a partir das coordenadas celulares das antenas de telecomunicações da operadoras de redes móveis, dos exames aos hábitos externo e interno do cadáver, bem como a análises complementares aos órgãos da vítima, para além de terem sido inquiridos familiares e muitas pessoas próximas de José Manuel Cachada.

Por isso, dez meses decorridos, a Polícia Judiciária de Braga excluiu a hipótese de crime na morte do empresário José Manuel Cachada, que residia e trabalhava em Carrazedo, no município de Amares, que era natural da freguesia de Rio Tinto, concelho de Esposende.

Nessa ocasião, a Brigada de Homicídios da PJ de Braga participou ativamente na autópsia do empresário avícola, no Gabinete Médico-Legal e Forense do Cávado, em Braga, para conseguir perceber melhor as causas da morte enigmática, depois de ter sido confirmado tratar-se mesmo de José Manuel Cachada, porque o cadáver estava quase irreconhecível.

A vítima foi encontrada por um pastor, entre os lugares de Cambedo e Paradinha, ambos da União de Freguesias de Campos e Ruivães, na fronteira com Trás-os-Montes, a cerca de meio quilómetro da Barragem da Venda Nova, em Montalegre, já no distrito de Vila Real, deslocando-se ao local os Bombeiros Voluntários de Salto e os de Vieira do Minho, bem como o Posto da GNR e o Serviço Municipal de Proteção Civil de Vieira do Minho.

Estava carbonizado, dentro de um automóvel, da marca e modelo Renault Megane, após um pastor, Manuel Pereira (“Manel Pastor”) ter avistado chamas e “fumo negro”, atrás da Estrada Nacional 103, tendo pedido auxílio a dois automobilistas que passavam na via.

José Manuel Cachada, era assessor de gerência para a área comercial na Pintobar, desde 2000, em Carrazedo, Amares, além de sócio-gerente da Avimares, uma rede de dez lojas de venda ao público de pintos, rações e demais produtos para agricultura, tendo sido com essas empresas que fez parte de júris, em iniciativas do Ministério da Agricultura, como sucedeu no ano de 2015, em Ponte de Lima, para além de outros eventos por todo o país.

© Joaquim Gomes / Semanário V

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