Opinião

Opinião. Ricardo Rio onde está o “trabalho notável” a nível tecnológico?

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, disse na semana passada, à margem da sua nomeação como membro da Comissão Executiva do Global Parliament of Mayors, que “o que é mais relevante é que os autarcas tenham cada vez uma maior capacidade de intervenção nas esferas do poder político, pois ao estarem mais próximos dos cidadãos possuem uma visão mais realista dos problemas das pessoas”.

Ora, se por um lado Ricardo Rio quer ter uma visão realista dos problemas das pessoas, por outro tem um serviço deficitário ou, pelo menos, muito aquém das necessidades das pessoas no atendimento ao munícipe.

Resolvemos testar a comunicação pelo e-mail listado no sítio de internet da autarquia bracarense: municipe@cm-braga.pt. Enviamos uma questão simples que para reposta não fosse necessário nenhuma consulta processual exaustiva: pedimos que nos informassem o contacto de e-mail do “Departamento de Planeamento e Controlo de Gestão – Divisão de Aprovisionamento, Contratação Pública e Gestão do Património”. A resposta chegou-nos passados 12 dias e após reencaminhamento do pedido por 7 vezes.

Ray Tomlinson, um programador dos Estados Unidos, “inventou” o e-mail em 1971. Quase meio século depois, é ainda ignorado pelo serviço público. Na atualidade, o uso de e-mails pessoais foi trocado por serviços de mensagens instantâneas, como Messeger ou Whatsup. O serviço de e-mail ainda resiste para comunicações mais formais, empresariais e institucionais. Será que Braga ainda vai a tempo de fazer uso pleno de um serviço já não tanto inovador?

Já em 2016, Ricardo Rio dizia que Braga tem efectuado um “trabalho notável” ao nível da inovação e da capacidade de transformação tecnológica. “Se há cerca de três décadas quiséssemos descobrir algo de distintivo e inovador, teria de ser quase obrigatoriamente em Lisboa e no Porto. Mais recentemente, invertemos completamente as regras e fomos mais longe: o novo jogo está a ser inventado em Braga”, afirmou.

Não basta ter as ferramentas: é preciso usá-las!

 

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