Braga

Incêndio na quinta em Real foi vingança com violência doméstica

PJ deteve o suspeito proibido de aproximar-se dos seus familiares

O incêndio ocorrido há uma semana numa quinta em Real foi cometido por fogo posto, o que se motivou por vingança num caso criminal mais amplo de violência doméstica, tendo o suspeito sido já detido pela Polícia Judiciária de Braga, proibido de aproximar-se dos familiares mais próximos e de se ausentar da cidade de Braga sem a autorização judicial.

As diligências subsequentes, realizadas, entretanto, pela Brigada de Fogo Posto da Polícia Judiciária, permitiram a recolha de mais e melhores elementos de prova, que conduziram à detenção, fora de flagrante delito do suspeito, presente ao juiz de instrução criminal de Braga, tendo-lhe sido aplicadas enquanto medidas de coação as proibições de contactar determinados familiares e de sair da cidade de Braga sem uma prévia autorização judicial.

O fogo só não alastrou à casa principal e os animais foram todos salvos, porque de forma rápida os Sapadores Bombeiros de Braga e os Bombeiros voluntários de Braga apagaram o sinistro, isolando-o das restantes divisões, enquanto dezenas de animais eram retirados.

© Joaquim Gomes / Semanário V

O detido, desempregado, morador na freguesia de Real, do concelho de Braga, onde foi cometido o fogo posto “atuou num quadro de vingança e de violência doméstica, tendo utilizado chama direta para atear o incêndio”, como explicou durante esta sexta-feira o coordenador de investigação criminal António Gomes, como responsável da PJ de Braga.

O Semanário V, logo na noite do incêndio, na Rua Arménio Reis, avançou para a hipótese de ter havido intervenção criminosa, revelando que a Brigada de Investigação Criminal da PSP de Braga tinha passado logo o caso para a alçada da Polícia Judiciária de Braga, na presença do oficial de serviço, o comissário Fernando Rabaldinho, enquanto o combate às chamas era consolidado por cerca de duas dezenas de bombeiros, comandados pelo 1º subchefe Domingos Teixeira, graduado da Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga e que teve o apoio dos Bombeiros Voluntários de Braga, como o seu comandante interino, Pedro Ribeiro, enquanto a Equipa de Intervenção Rápida da PSP colaborava na operação.

O fogo, apesar de estar a chover naquela noite, consumiu uns anexos da quinta e alfaias agrícolas motorizadas, não tendo atingido outras proporções devido à pronta intervenção de testemunhas e dos Bombeiros Sapadores de Braga e Bombeiros Voluntários de Braga, que extinguiram rapidamente o fogo, impedindo assim a sua propagação, nomeadamente a outros anexos da quinta e à habitação principal, afastando cenário de tragédia iminente.

© Joaquim Gomes / Semanário V

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