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Operação Ajuste Secreto. Hermínio Loureiro pede suspensão de vice da FPF e do Comité Olímpico

Acusado pelo Ministério Público na operação Ajuste Secreto, Hermínio Loureiro quer suspender o cargo de vice da Federação Portuguesa de Futebol e do Comité Olímpico.

A operação “Ajuste Secreto” resultou de uma investigação que culminou em junho de 2017 com a detenção de sete pessoas, incluindo o vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e ex-presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro.

Hermínio Loureiro pediu esta sexta-feira a suspensão do mandato de vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência da acusação do Ministério Público na operação ‘Ajuste Secreto’. Fonte oficial do Comité Olímpico confirmou ao Observador que também pediu suspensão do mandato na vice-presidência dessa instituição.

Em carta enviada à FPF, a que a agência Lusa teve acesso, Hermínio Loureiro pediu a suspensão do mandato na direção federativa, assim como do cargo que ocupa por inerência na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Na missiva, Hermínio Loureiro considera que esta é a atitude mais adequada para que se possa focar em provar a sua inocência e para salvaguardar o superior interesse das instituições, que sempre defenderam a transparência e o primado da legalidade.

Antes deste cargo federativo, Hermínio Loureiro presidiu à LPFP entre 2006 e março de 2010 e foi deputado entre 1995 e 2009. Enquanto secretário de Estado do Desporto, Hermínio Loureiro foi responsável pela lei de Bases do Desporto, entre 2002 e 2005, depois de, como deputado, ter coordenado a Comissão Parlamentar de Juventude e Desporto e presidido à Comissão Parlamentar de Acompanhamento do Euro2004.

A operação ‘Ajuste Secreto’ está centrada na Câmara de Oliveira de Azeméis e em Hermínio Loureiro, que presidiu àquela autarquia de 2009 a 2016 e que está acusado de 142 crimes.

Em 2017 a PJ esteve na Câmara de Vila Verde no âmbito do processo “Ajuste Secreto” em busca de um ficheiro relativo à empresa “Rede Ambiente”

A PJ esteve nas instalações da Câmara de Vila Verde a 22 de junho de 2017, avançaram na altura vários órgãos de comunicação citando a Agência Lusa.

Segundo a Lusa, a presença da PJ foi confirmada pela Procuradoria Geral da República, que não adiantou quaisquer outra informação relativa às diligências da Judiciária.

Contactado pelo V, António Vilela não quis prestar declarações sobre o assunto.

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Paulo Moreira Mesquita

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