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Criança de Paredes forçada a sexo com mãe e padrasto. Fica em silêncio no tribunal e iliba-os

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Uma menina de 13 anos que, durante um ano, terá sido obrigada a praticar sexo com a mãe e com o padrasto viu o caso ser arquivado pelo Ministério Público (MP). É que, apesar de ter contado tudo à GNR e à Polícia Judiciária (PJ) e de a própria mãe, interrogada pela polícia, ter admitido o crime, a vítima e os alegados agressores remeteram-se ao silêncio quando foram interrogados por um juiz, um mês depois da detenção.

Perante as autoridades policiais, a mãe da menina terá confessado que ameaçava a filha para agradar ao companheiro, que “não se satisfazia só com uma mulher”. Mas sem os testemunhos perante as autoridades judiciais, embora com “fundadíssima suspeita” de que foram cometidos crimes graves (havia outras provas e perícias forenses que apontavam para isso), decidiu arquivar o processo avança esta segunda-feira o Jornal de Notícias.

A justificação para o silêncio da menina pode residir na pena que sentiu ao ver a mãe presa. A PJ encontrou, no telemóvel da menina, uma mensagem para um amigo, já depois da libertação do casal, que dizia: “Ela é minha mãe! Ela fez o que fez, mas tipo eu fui visitá-la duas vezes à cadeia no princípio e só consegui chorar de vê-la ali dentro.”  

O caso remonta a junho de 2018. A menina resolveu denunciar os abusos de que era alvo e enviou um SMS ao irmão em que lhe contava tudo. Ambos decidiram, nesse mesmo dia, ir à GNR de Paços de Ferreira denunciar o caso. Em declarações posteriores à PJ, confirmaram que as relações aconteciam pelo menos uma vez por semana, no quarto do casal. Inicialmente a menina era forçada a ter sexo oral com o padrasto, mas, mais tarde, a mãe ter-lhe-á dito que ele “não ficava satisfeito com o que ela fazia e tinha de começar a fazer mais”.

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