Braga

PJ de Braga deteve juíza e GNR por associação criminosa

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A Polícia Judiciária de Braga desmantelou ao longo desta segunda-feira uma associação criminosa, tendo detido um casal, ela juíza estagiária, ele guarda da GNR, ambos de Fafe, por alegados crimes de burlas qualificada, de exercício ilícito da atividade de segurança privada, de branqueamento de capitais, de fraude fiscal e ainda detenção de arma proibida.

Os detidos são o guarda Ribeiro, que prestou serviço no Posto Territorial da GNR da Fafe e foi pugilista do Vitória de Guimarães, bem como sua mulher, juíza auditora do segundo ano, anteriormente advogada em Fafe, para além do pai do militar, de Mondim de Basto.

Os detidos têm entre 28 anos (a juíza auditora) e 74 anos (o pai do mesmo militar da GNR de Fafe) e serão durante esta terça-feira apresentados a primeiro interrogatório judicial para serem submetidos a um primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação tidas por adequadas, como apurou o Semanário V ao princípio da noite de hoje.

Através do seu Departamento de Investigação Criminal de Braga, a Polícia Judiciária, em cumprimento de mandados de busca e detenção emitidos pelas autoridades judiciárias da Comarca de Braga, magistrados judiciais e do Ministério Público, realizou uma operação, em Fafe e Mondim de Basto, entre as diversas localidades do Minho e de Trás-os-Montes.

Os detidos, “ao longo de vários anos, na zona do distrito de Braga e num município do distrito de Vila Real, foram desenvolvendo atividade criminosa junto de pessoas de idade avançada, alegando problemas com a Justiça de um dos quatro coarguidos e, desta forma, obtiveram financiamentos avultados na ordem das centenas de milhares de euros que, parte dos suspeitos, gastaram de forma faustosa, após a sua dissimulação em várias contas bancárias”, segundo adiantou a Polícia Judiciária já ao início da noite desta segunda-feira.

Dois dos arguidos estão indicados pela prática do crime do exercício ilícito da atividade de segurança privada, atendendo à natureza pública da função de um deles, o militar da GNR de Fafe, que estava colocado na sede do Comando Territorial da GNR de Braga, em serviço administrativo, tendo entrado em sucessivas baixas médicas, enquanto espera o desenvolvimento de processos disciplinares internos, na Guarda Nacional Republicana.

Da realização de quatro buscas resultou a apreensão de várias viaturas de gama alta, de vestuário e de acessórios, telemóveis e equipamentos informáticos, bem como vasta prova documental, segundo destaca a Polícia Judiciária de Braga, em comunicado a jornalistas.

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