Braga

Militar da GNR não prestou declarações ao juiz

O militar da GNR Sérgio Ribeiro, suspeito de integrar uma associação criminosa, com o o pai e a mulher, juíza estagiária Soraia Ribeiro, não prestou declarações ao juiz esta tarde declarações ao juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira, no Tribunal de Guimarães.

Sérgio Ribeiro, o guarda da GNR, que agora prestava serviço no Comando Territorial de Braga da GNR, unidade comandada pelo coronel Borlido da Rocha, é suspeito de crimes de burla qualificada, exercício ilícito da atividade de segurança privada, branqueamento de capitais, de fraude fiscal e detenção de arma proibida, tal como a auditora de justiça, Soraia Ribeiro, a par do pai do de Sérgio Ribeiro, o motorista reformado Joaquim Ribeiro.

Soraia Ribeiro, auditora do segundo ano, em plena vertente prática, do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), em regime de estágio, no Tribunal de Santa Maria da Feira, da Comarca de Aveiro, foi detida pela Polícia Judiciária de Braga, em operação liderada pelo juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira, do Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães, tendo sido advogada estagiária na Comarca de Fafe, casando depois com o guarda, Sérgio Ribeiro, à data no Posto Territorial da GNR de Fafe, vivendo num andar duplex, em frente às instalações do Destacamento da GNR de Fafe, levando uma vida faustosa, de grande ostentação, que só não continuou porque face à notória incapacidade de autocorreção da Guarda Nacional Republicana de Braga, teve de ser já a PJ de Braga a repor a legalidade.

Através do seu Departamento de Investigação Criminal de Braga, a Polícia Judiciária, em cumprimento de mandados de busca e detenção emitidos pelas autoridades judiciárias da Comarca de Braga, magistrados judiciais e do Ministério Público, realizou uma operação, em Fafe e Mondim de Basto, entre as diversas localidades do Minho e de Trás-os-Montes.

Os detidos, “ao longo de vários anos, na zona do distrito de Braga e num município do distrito de Vila Real [Mondim de Basto, onde foi detido Joaquim Ribeiro, pai do GNR e sogro da jurista de Fafe], foram desenvolvendo atividade criminosa junto de pessoas de idade avançada, alegando problemas com a Justiça de um dos quatro coarguidos e, desta forma, obtiveram financiamentos avultados na ordem das centenas de milhares de euros que, parte dos suspeitos, gastaram de forma faustosa, após a sua dissimulação em várias contas bancárias”, segundo adiantou em comunicado oficial a Polícia Judiciária de Braga.

Dois dos arguidos estão indicados pela prática do crime do exercício ilícito da atividade de segurança privada, atendendo à natureza pública da função de um deles, o militar da GNR de Fafe, que estava já colocado na sede do Comando Territorial da GNR de Braga.

Da realização de quatro buscas resultou a apreensão de várias viaturas de gama alta, de vestuário e de acessórios, telemóveis e equipamentos informáticos, bem como vasta prova documental, como referiu a Polícia Judiciária de Braga, em comunicado para a Imprensa.

Tudo indica que os proventos da suposta atividade ilícita atribuída ao casal, a jurista e o militar da GNR, terão permitido a ambos levar uma vida faustosa, claramente muito acima dos valores médios auferidos, com ostentação de sinais exteriores de riqueza, comentados especialmente no seio do Comando Territorial da GNR de Braga, onde a situação daquele militar suspeito já se arrastava há vários anos, com processos disciplinares que estavam a aguardar diligências, o que causava muita revolta entre os profissionais da GNR de Braga.

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