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Vila Verde. Pais desesperam com estado degradante da escola em Esqueiros (c/fotos)

(c) DR / SemanárioV
Escrito por Joaquim Ribeiro

As obras de concretização do projeto de criação de um centro escolar na escola do 1.º ciclo do ensino básico da antiga freguesia de Esqueiros que integra a União de Freguesia de Esqueiros, Nevogilde e Travassós iniciaram-se em 2017 com o prazo de execução para o primeiro trimestre de 2019.

No sítio oficial do Município o Edil, António Vilela, em visita à referida obra, durante o decorrer dos trabalhos, acompanhado pelo presidente da junta da União de Freguesia de Esqueiros, Nevogilde e Travassós, Victor Mota, falava numa “forte aposta na educação continua a ser um dos grandes desígnios da estratégia política do Município de Vila Verde, que contempla, todos os anos, uma grossa fatia do orçamento municipal a este setor estruturante.”

O “jornal o Vilaverdense” avançou em primeira mão, em novembro de 2018, que as obras estariam concluídas “no primeiro trimestre de 2019”, citando “nova escola vai agregar 1º ciclo e Jardim de Infância. O investimento no espaço é, para o autarca Victor Mota, uma «necessidade», pois «todos os anos há miúdos em lista de espera, existe muita procura, tanto para o jardim-de-infância como para o 1º ciclo. São obras necessárias»”.

Passaram 9 meses e o cenário vivido naquele estabelecimento escolar é bem diferente do que foi anunciado pelo Município e pelo referido meio de comunicação. Os prazos não foram cumpridos, as obras estão inacabadas, as casas de banhos funcionam num contentor exterior, as salas estão carregadas de humidade e a contestação sobe de tom entre os pais das crianças que frequentam a escola.

 

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Contestação dos pais sobre de tom e denunciam a situação

Os pais, em nota enviada ao V, mostram a sua indignação acerca da situação. “As obras de requalificação e ampliação começaram em 2017 e até hoje as obras estão paradas. Os pais estão preocupados com as condições diárias para os seus filhos, comunicaram à Câmara mas nada mudou. Obras por acabar, salas invadidas pela humidade, casas de banho num contentor exterior, espaço exterior reduzido para o recreio das crianças. Tudo isso é preocupante quando só queremos ver as crianças aprender e conviver num ambiente agradável e sobretudo saudável”, cita o comunicado.

Câmara Municipal tenta adiar reunião com os pais, mas cede à pressão

Cansados da situação que se vive, e vendo que as condições de ensino dos filhos é decadente devido ao atraso da conclusão das obras, os pais dizem “estamos num beco sem saída em que ninguém assume nem dá realmente a cara frente aos pais”. Pediram incessantemente uma reunião com a Câmara Municipal na pessoa do presidente António Vilela ou com a Vereadora da Educação Júlia Fernandes. Referem ainda, em tom de alívio, que “afinal vai haver reunião na Câmara Municipal esta terça feira às 17h00 entre os pais e o senhor presidente. Vamos ver no que isso vai dar.”

Até ao fecho desta edição houve informação que a reunião foi adiada para esta quarta-feira, enquanto isso, os pais desesperam com as degradantes condições que a escola apresenta.

 

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Joaquim Ribeiro