Braga

ÚLTIMA HORA – Juíza estagiária e pai de GNR em liberdade

A juíza estagiária Soraia Ribeiro e o motorista reformado Joaquim Ribeiro, mulher e pai do soldado da GNR Sérgio Ribeiro, todos suspeitos de burlas ascendendo a um total de centenas de milhar de euros e por branqueamento de capitais, saíram ambos em liberdade, ao princípio da noite desta quinta-feira, do Palácio da Justiça de Guimarães, enquanto o referido militar da GNR de Braga só amanhã de tarde saberá qual a sua medida de coação.

Os três arguidos são suspeitos de integrarem um esquema criminoso que consistiria em pedir alegados empréstimos, nos distritos de Braga e de Vila Real, mas que nunca seriam reembolsados, incluindo ameaças a todos aqueles, em especial idosos e emigrantes, que reclamavam o seu dinheiro de volta, pois tinha sido emprestado alegadamente para causas humanitárias, como despesas de saúde e de justiça, mas cujas verbas seriam canalizadas para uma vida faustosa do jovem casal, o militar da GNR de Braga e a auditora de justiça.

O casal reside em Fafe, num andar duplex, em frente ao Destacamento Territorial da GNR de Fafe, ostentando um nível de vida praticamente de milionários, ao mesmo tempo que colocava nas redes sociais, imagens de vida luxuosa, mais apropriadas para um conto de fadas, do tipo das mil e uma noites arábicas, como aconteceu aquando do seu casamento.

Sérgio Ribeiro, de 33 anos, foi o único dos três detidos que não quis prestar declarações, ao juiz de instrução criminal de Guimarães, Pedro Miguel Vieira, tendo ficado esta noite novamente detido nas instalações do Posto Territorial da GNR de Prado, em Vila Verde.

Joaquim Ribeiro, o pai do GNR que é casado com a jurista, ao sair da PJ © Joaquim Gomes / Semanário V

De Fafe para Braga

O guarda Sérgio Ribeiro, que prestava serviço no Posto Territorial da GNR de Fafe, vinha protagonizando claros sinais exteriores de riqueza, que não seriam compatíveis com o seu vencimento de militar, nem com os prémios de pugilista do Vitória de Guimarães, tendo sido o anterior comandante distrital da GNR de Braga, coronel Paulo Soares, originário do Regimento de Comandos da Amadora e atualmente já numa comissão de serviço na República Centro Africana, que teve a coragem de acabar com o clima de impunidade do jovem soldado da GNR, abrindo um processo disciplinar, quando o militar suspeito andou aos tiros à civil com um grupo de seguranças privados rivais, no centro da cidade de Fafe, só que desde que a saída daquele oficial superior da GNR para África o processo interno no Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Braga esteve sempre parado.

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