Braga

Militar da GNR de Braga fica em prisão preventiva

O militar da GNR de Braga suspeito de liderar uma associação criminosa para a prática de burlas qualificadas, ascendendo a um total de centenas de milhar de euros, bem como de branqueamento de capitais, do exercício ilegal de segurança privada e posse de arma proibida, ficou esta tarde em regime de prisão preventiva, a mais limitativa das medidas de coação, como decidiu o juiz de instrução criminal de Guimarães, Pedro Miguel Vieira, aplicando a suspensão total de funções à juíza estagiária Soraia Ribeiro, mulher do militar.

Sérgio Ribeiro, guarda da GNR, de 33 anos, ouviu a meio da tarde desta sexta-feira, as medidas de coação aplicadas, depois de ter permanecido durante esta madrugada ainda nas instalações prisionais do Posto Territorial da GNR da Vila de Prado, em Vila Verde.

A decisão esteve para ser tomada esta quinta-feira à tarde, mas um problema de ordem informática que se verificou no Palácio da Justiça de Guimarães levou a que tivesse sido adiada para hoje à tarde, onde estiveram o militar, mas também a mulher e o pai do GNR.

Sérgio Ribeiro, de 33 anos, foi o único dos três detidos que não quis prestar declarações ao juiz de instrução criminal de Guimarães, Pedro Miguel Vieira, sabendo-se que vai ser transferido para a Casa de Reclusão Militar de Tomar, no distrito de Santarém, destinada exclusivamente para os militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana.

Os três arguidos são suspeitos de integrar um esquema criminoso que consistiria em pedir alegados empréstimos, nos distritos de Braga e Vila Real, que nunca eram reembolsados, incluindo ameaças a todos aqueles, em especial idosos e emigrantes, que reclamavam o seu dinheiro de volta, pois tinha sido emprestado alegadamente para causas humanitárias, como despesas de saúde e de justiça, mas verbas seriam canalizadas para uma vida faustosa do jovem casal, o militar da GNR de Braga e a auditora de justiça, residentes em Fafe, num andar de duplex, em frente ao Destacamento da GNR de Fafe, ostentando ambos um nível de vida praticamente de milionários, ao mesmo tempo que colocavam nas redes sociais, imagens mais apropriadas para um conto de fadas, como aquando do seu casamento, levantando desde logo suspeitas quanto à verdadeira origem do dinheiro.

Juíza estagiária suspensa hoje

A sua mulher, juíza estagiária, Soraia Ribeiro, foi já esta tarde de sexta-feira suspensa de todas as suas funções de auditora de justiça do segundo ciclo (juíza estagiária), no Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, da Comarca de Aveiro, bem como da Ordem dos Advogados, onde tinha ainda a inscrição em aberto, desde que foi admitida, já o ano passado, como aluna do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), em Lisboa, depois de se formar em Direito na Universidade do Minho, em Braga, onde após a licenciatura fez um mestrado de direito das crianças, enquanto Joaquim Ribeiro, de 74 anos, seu sogro e pai do militar da GNR ficou também em liberdade, mas tendo de se apresentar semanalmente no Posto Territorial da GNR de Mondim de Basto, o concelho transmontano onde reside.

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