Vila Verde

Ministério Público quer prisão preventiva para militar da GNR

O Ministério Público solicitou a prisão preventiva para o militar da GNR de Braga que é suspeito de liderar uma associação criminosa, com burlas qualificadas ascendendo a um total de centenas de milhar de euros, bem como branqueamento de capitais, do exercício ilegal de segurança privada e posse de arma proibida, mas os seus advogados de defesa afirmam que quando muito deveria ficar em prisão domiciliária e com pulseira eletrónica.

Sérgio Ribeiro, guarda da GNR, de 33 anos, saberá durante a tarde desta sexta-feira quais as medidas de coação que lhe serão aplicadas, tendo permanecido esta madrugada ainda nas instalações prisionais do Posto Territorial da GNR da Vila de Prado, em Vila Verde.

A decisão esteve para ser tomada esta quinta-feira à tarde, mas um problema de ordem informática que se verificou no Palácio da Justiça de Guimarães levou a que tivesse sido adiada para hoje de tarde, onde estarão presentes o militar, a sua mulher e o pai do GNR.

Os três arguidos são suspeitos de integrar um esquema criminoso que consistiria em pedir alegados empréstimos, nos distritos de Braga e Vila Real, que nunca eram reembolsados, incluindo ameaças a todos aqueles, em especial idosos e emigrantes, que reclamavam o seu dinheiro de volta, pois tinha sido emprestado alegadamente para causas humanitárias, como despesas de saúde e de justiça, mas verbas seriam canalizadas para uma vida faustosa do jovem casal, o militar da GNR de Braga e a auditora de justiça, residentes em Fafe, num andar de duplex, em frente ao Destacamento da GNR de Fafe, ostentando ambos um nível de vida praticamente de milionários, ao mesmo tempo que colocavam nas redes sociais, imagens mais apropriadas para um conto de fadas, como aquando do seu casamento, levantando desde logo suspeitas quanto à verdadeira origem do dinheiro.
Pedida suspensão de juíza estagiária

A sua mulher, juíza estagiária, Soraia Ribeiro, bem como Joaquim Ribeiro, pai do soldado da GNR, Sérgio Ribeiro, saíram ao princípio da noite desta quinta-feira, em liberdade, do Palácio da Justiça de Guimarães, mas só a partir das 15 horas de hoje saberão ao certo as suas medidas coativas, tudo indicando que a jovem jurista seja suspensa das funções de auditora de justiça do segundo ciclo (juíza estagiária), no Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, da Comarca de Aveiro, bem como da Ordem dos Advogados, onde tinha ainda a inscrição em aberto, desde que foi admitida, já o ano passado, como aluna do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), em Lisboa, depois de se formar em Direito na Universidade do Minho, em Braga, onde após a licenciatura fez um mestrado sobre direito das crianças.

Essa foi a posição defendida pela procuradora do Ministério Público, esta quinta-feira, ao alegar perante o juiz de instrução criminal de Guimarães, Pedro Miguel Vieira, que quer ainda a proibição da jurista contactar vítimas e testemunhas do processo em que é arguida.

Numa primeira fase, o Ministério Público preconizava a privação da liberdade para todos os três arguidos, mas depois da juíza estagiária e do sogro terem prestado declarações no primeiro interrogatório, o MP apenas manteve o pedido de prisão preventiva para Sérgio Ribeiro, o militar da GNR, retirando a prisão domiciliária para a jurista e o pai do soldado.

Sérgio Ribeiro, de 33 anos, foi o único dos três detidos que não quis prestar declarações ao juiz de instrução criminal de Guimarães, Pedro Miguel Vieira, admitindo-se que seja transferido para a Casa de Reclusão Militar de Tomar, no distrito de Santarém, destinada exclusivamente para os militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana, caso seja decretada a sua preventiva, embora o magistrado judicial possa optar antes pela prisão domiciliária com pulseira eletrónica, no apartamento do militar, no centro de Fafe.

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