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Hélder Forte não quer ditadura ou reinados no PSD de Vila Verde

Cinco dias após a notícia de que António Vilela renunciava ao cargo de presidente da Comissão Política (CP) do PSD de Vila Verde, Hélder Forte, que concorreu à presidência da CP do partido em 2018, publica uma carta aberta aos militantes do PSD de Vila Verde com duras críticas à demissão de Vilela.

Hélder Forte, que também é o presidente da Junta de Freguesia de Cervães, diz mesmo que “foi através da comunicação social que tive conhecimento da demissão de António Vilela”. Para Forte “os mandatos devem ser cumpridos até ao fim sob pena de defraudar as expectativas dos militantes que os elegeram e depositaram a sua confiança”, mostrando-se desagradado com a “sucessão” do número dois da CP José Manuel Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Moure.

António Vilela não foi “eticamente correcto”

Para o líder da lista opositora à CP de 2018, a justificação que Vilela para o seu afastamento alegando motivos pessoais não basta: “independentemente da justificação da demissão, seria eticamente correto, no sistema democrático, marcar um plenário para a renúncia do seu mandato, respeitando, não só, o mais de meio milhar de militantes que confiaram no projeto da minha equipa, como, mais que esses, que confiaram no seu, dando-lhe a legitimidade para o cargo”.

Recado para José Manuel Lopes

Forte vinca que José Manuel Lopes não foi eleito democraticamente: “ao atual presidente da Comissão Política de Vila Verde, não por eleição, como democraticamente deve ser, mas por sucessão, acredito que pela sua postura na comunidade, não irá pretender liderar nessas condições”.

“Não se pretende que após anos de democracia, voltemos à ditadura ou reinados, onde a sucessão era uma realidade”, remata Hélder Forte.

Miguel Peixoto também se manifesta

Miguel Peixoto, antigo deputado à Assembleia da República que fez parte da lista de Forte à CP do PSD de Vila Verde, também manifestou o seu descontentamento através da rede social Facebook.

Numa análise à demissão de António Vilela e à sucessão do seu vice, Peixoto alerta que “os partidos políticos não devem ser nunca pensados como um grupo de amigos e muito menos um grupo de interesses”.

“Disse também muitas vezes por essa altura (nas eleições da CP de 2018) que aquele não era o tempo de António Vilela e dos seus pares liderarem o PSD de Vila Verde.  Infelizmente o tempo deu-me razão,  António Vilela demite-se antes de fazer um ano de mandato e não convoca eleições”, diz o antigo deputado.

Outro recado para José Manuel Lopes: “aos actuais dirigentes do PSD de Vila Verde quero dizer-lhes que tenham vergonha”

Peixoto deixa duras críticas aos atuais dirigentes do PSD de Vila Verde, deixando “recado”: “quero dizer-lhes que tenham vergonha, legitimem-se pelo voto, não queiram liderar por nomeação, não dêem esse mau exemplo à democracia e aos vila-verdenses”. “Lembro que é a primeira vez na história do PSD de Vila Verde que alguém preside por nomeação”.

Miguel Peixoto termina ainda a sua publicação na rede social com uma sugestão “à senhora presidente da mesa do plenário do PSD de Vila Verde que marque um plenário extraordinário com um único ponto na ordem de trabalhos: demissão do presidente da Comissão Política do PSD Vila Verde”.

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Paulo Moreira Mesquita

Paulo Moreira Mesquita

Diretor Semanário V

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