Braga

Militar da GNR condenada a 2 anos de prisão, pena suspensa, por ameaçar superior com pistola

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O tribunal criminal de São João Novo, no Porto, condenou esta segunda-feira a dois anos de prisão, pena suspensa, uma militar da GNR de Mondim de Basto por ameaçar um superior hierárquico com a pistola de serviço.

O coletivo de juízes condenou-a também a pagar 1030 euros de indemnização ao guarda principal a quem apontou a arma, que se constituiu assistente no processo. A mulher foi condenada pela prática do crime de insubordinação por ameaças ou outras ofensas, previsto e punido pelo Código de Justiça Militar com um a quatro anos de prisão, avança o JN.

Na mesma linha, o tribunal aludiu ao envio de mensagens do guarda principal à arguida como sendo reveladoras de uma relação amorosa entre ambos e não de coação sexual.

Nas alegações finais do processo, o Ministério Público pediu “justiça” e a defesa, que agora anunciou a intenção de recorrer do acórdão, considerou que o juiz militar do processo deveria ter pedido escusa para ser “interrogado como testemunha”, uma vez que era “o superior hierárquico direto e máximo” da arguida, pelo menos à data de parte dos factos em julgamento “e foi a ele que foram reportados tais factos enquanto comandante”.

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