Opinião Paulo Moreira Mesquita

Opinião. Porrada na Polícia!

Será que nos colocamos vezes suficientes na pele de um polícia, antes de o agredir?

A polícia leva, perdoem-me a expressão, porrada todos os dias. E ninguém se importa.

Comummente lê-se em qualquer página de jornal casos de polícia. Casos esses que visam essencialmente o criminoso, o delinquente, o que faz o dói-dói no nosso estado democrático. Nunca o polícia. A acção da polícia é um necessidade/efeito colateral.

Comummente lê-se em qualquer “post” no facebook, escrito por um idiota qualquer auto-proclamado dono da (e de) opinião, os “erros grosseiros” que as nossas forças policiais praticam: ou por pararem as viaturas de serviço onde, segundo o tal energúmeno, não podem, ou por terem sido agressivos com um “cidadão de bem” (etnias à parte), ou porque demoraram mais que dois minutos a chegar ao local da ocorrência, ou porque simplesmente tiraram uma selfie fardados para fazer comunicação de aproximação às pessoas. Erro gravíssimo!

Comummente vê-se na televisão, quer no Canal Parlamento quer na restante exaustiva  oferta televisiva que temos, André Ventura (goste-se ou não) a chamar à razão não só quem nos governa mas a apurar sensibilidade na população para o estado deplorável em que a nossa polícia faz o patrulhamento e o trabalho de investigação. Não é apenas o facto de não haver meios, é os poucos que há estão no estado miserável que sabemos pelas denúncias vindas a público, praticamente com a assiduidade semanal. Este (André Ventura), começou ele também a levar porrada.

Comummente há casos de violência contra a polícia. A nossa polícia está a passar por um suicídio assistido… e ninguém se importa.

Há falta de meios. Há falta de efetivos. Há falta de motivação. Há falta de protecção. Há falta de respeito. Há… alguém me ajuda a completar?

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Paulo Moreira Mesquita

Paulo Moreira Mesquita

Diretor Semanário V

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