Curiosidades

Lançada petição que quer enfermeiros como profissão de desgaste rápido e subsídio de risco

Stress, condições de trabalho adversas e horários excessivos são alguns dos fatores inerentes à profissão enumerados na petição.

No texto da petição, os promotores defendem os enfermeiros estão sujeitos a stress e a condições de trabalho adversas, características que são comuns a outras profissões já com subsídio de risco, como os pilotos e controladores aéreos, mineiros, pescadores, polícias, trabalhadores de call-center e desportistas profissionais.

“A pressão de trabalhar em contexto de emergência, urgência, cuidados intensivos, bloco operatório, onde a linha que separa a vida da morte muitas vezes não existe e o stress torna-se brutal”, pode ler-se na petição.  Com a petição online “Enfermeiros – Pela criação de um estatuto oficial de profissão de desgaste rápido e atribuição de subsídio de risco”, disponível desde quinta-feira no site peticaopublica.com, os promotores pretendem levar o assunto a discussão na Assembleia da República para “conseguir pressionar as entidades políticas”.

“Somos uma profissão de grau de complexidade 3, mas presentemente o ordenado mínimo já é superior a metade do nosso vencimento mensal! Temos um horário de trabalho preenchido, trabalhando sob a forma de turnos, diurnos e noturnos com consequências além de emocionais, também elas físicas. Está comprovado desde 2016 que um em cada cinco enfermeiros se sentem em exaustão emocional”, frisam no texto anexo à petição.

Sem sono regular e agressões

Lembram ainda que os enfermeiros trabalham por turnos, “muitas vezes de noite para dormir de dia, sem padrão de sono regular”, que são poucos para o que é exigido, que o absentismo “aumentou exponencialmente na profissão”, o que obriga, muitas vezes, a “turnos consecutivos de 16 horas. Somos os profissionais mais agredidos no setor da Saúde” e sublinham que 60,2% já foram agredidos fisicamente e 95,6% verbalmente, no seu local de trabalho, citando alguns estudos.

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