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Sindicato da ASAE denuncia veículos sem seguro para inspetores

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Em comunicado enviado à redação do V, a ASAE dá conta que, “No passado dia 16 de janeiro, ao mesmo tempo que o Senhor Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Eng.º João Torres, anunciava a futura aquisição de 30 veículos para a ASAE já no ano de 2020 (em data não concretizada), os trabalhadores desse Órgão de Polícia Criminal eram surpreendidos com uma comunicação interna determinando a paragem imediata de todos os veículos que constituem o parque automóvel da ASAE, à exceção de 28 veículos que foram adquiridos em regime de AOV (Aluguer Operacional de Viaturas) no ano de 2019”.

“Por razões imperativas e por motivos alheios a esta Unidade Regional, e até ordem em contrário, as viaturas da frota própria da ASAE devem regressar esta tarde às nossas instalações e deixam de ser consideradas para qualquer tipo de deslocações. Ficam apenas disponíveis as viaturas AOV. Agradeço a vossa compreensão para esta situação que causa um constrangimento à nossa atividade.”
Os vinte e oito veículos em regime de AOV que se mantêm em circulação estão afetos aos vários serviços desconcentrados da ASAE, sendo manifestamente insuficientes para o cumprimento da missão do organismo. Alguns exemplos: a unidade operacional de Mirandela, responsável por toda a fiscalização nos sectores alimentar e não alimentar na Região de Trás-osMontes, tem apenas um veículo operacional para serviço externo. O mesmo se passa na Unidade Operacional de Castelo Branco, que tem sob sua responsabilidade toda a região da Beira Baixa.
No Algarve, apenas dois veículos estão disponíveis para as brigadas da Unidade Operacional de Faro. Há já relatos de inspetores da ASAE que estão a utilizar os seus veículos pessoais nas diligências de investigação criminal, sem direito a qualquer subsídio de transporte, sacrificando-se pelo serviço público e pela imagem da instituição. Em toda a região norte, apenas os serviços prioritários, tais como o cumprimento dos Planos Nacionais de Colheitas de Amostras, estão a ser assegurados.

Subjacente a esta determinação de imobilização dos veículos da frota própria da ASAE, está a ausência da cobertura de assistência em viagem nos seguros automóvel contratados para o ano
2020. Sendo a degradação do parque automóvel da ASAE sobejamente conhecida (viaturas com mais de 400 mil km que passam mais tempo na oficina do que na estrada), tem que se afirmar como absolutamente irresponsável a decisão de contratar seguros sem cobertura de assistência em viagem. Os trabalhadores da ASAE aguardam que quem tomou tal decisão lhes explique qual era o Plano B, pois certamente que não pretendiam ter 80% da ASAE parada, tal como se está a verificar.

 

Foto de Arquivo

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