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Barcelos. Amanhã há manifestação contra amianto e más condições na escola da Pousa

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Escrito por Redação

Responsáveis do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) vão marcar presença na manifestação do próximo dia 29, na EB1/JI de Pousa, em Barcelos. Cobertura de amianto do jardim de infância está tão degradada que é necessário colocar baldes para recinto não alagar.
O Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) vai juntar-se à manifestação que a comunidade educativa da EB1/JI de Pousa, em Barcelos, tem agendada para a próxima quarta-feira, 29 de janeiro, a partir das 07h30, para reivindicar obras de requalificação urgentes, incluindo a remoção de amianto.

A EB1/JI de Pousa é constituída por edifícios com 40 e 50 anos, extremamente degradados, o que obriga as crianças a levar mantas para a escola para se protegerem do frio. Embora tenha obras prometidas há mais de 15 anos, o projeto teima em não sair do papel, e a autarquia defende que o seu avanço está dependente da disponibilidade financeira do município.

Os pais queixam-se da cobertura em amianto do edifício que acolhe o jardim-de-infância, que está tão degradada que é necessário colocar baldes por baixo para impedir que o piso alague. De acordo com a associação de pais, a caixilharia, em madeira, está podre, permitindo correntes de ar que põem em causa a saúde das crianças, que, muitas vezes, ficam em casa doentes. As casas de banho estão num estado de deterioração tão elevado que muitas crianças se recusam a utilizá-las.

“É uma situação inaceitável o que se passa nesta escola, sobretudo por se tratar de materiais contendo amianto que há muito chegaram ao final do seu ciclo de vida”*, avança André Julião, coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Mais inaceitável ainda é haver um projeto pronto, orçado em 1,2 milhões de euros, que não avança por alegada indisponibilidade financeira da autarquia. Esta situação num município que tem um orçamento anual superior a 70 milhões de euros e num país que se prepara para aprovar um orçamento com superávite é surreal e totalmente incompreensível”*, aponta o responsável do MESA.

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