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Chaves vai aproveitar a energia da água termal para aquecer edifícios

A Câmara de Chaves vai criar uma mini-rede de geotermia através de um projecto-piloto que irá utilizar o calor da água termal para aquecer edifícios e, assim, promover a descarbonização, adiantou nesta quarta-feira à Lusa o presidente.

Nuno Vaz explicou que a rede irá servir 25 edifícios públicos e privados, que serão fornecidos com calor através da geotermia, graças ao aproveitamento da água termal que nasce no concelho entre os 66 e os 77 graus centígrados. A assinatura do contrato de incentivo financeiro, no âmbito da promoção da utilização de energia geotérmica, decorre na sexta-feira, no auditório do Balneário Termal de Chaves, no distrito de Vila Real, e contará com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba.

O governante visita ainda os locais de captação de água e o sistema de aproveitamento geotérmico do Hotel Ibis, que constitui a mais recente ligação à actual rede geotérmica.

O projecto, que tem um valor de 850 mil euros, comparticipado em cerca de 80% por um fundo de apoio à inovação, tem um prazo de execução de um ano e está previsto arrancar ainda durante 2020, acrescentou Nuno Vaz. “A ambição é criar a primeira mini-rede de calor com a capacidade de utilizar um recurso natural renovável que contribuirá para a diminuição da carga de dióxido de carbono, contribuindo assim para o equilíbrio ambiental através de um processo de eficiência energética”, explicou.

Sendo um projecto-piloto, será avaliado o “potencial da produção geotérmica no concelho” para perceber se “é de tal forma relevante para pensar em ter no futuro uma rede de calor para servir habitações individuais”. Segundo dados do projecto, com os 25 edifícios aquecidos desta forma pode ser evitada a emissão de até 1.300 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano.

“Queremos aproveitar este recurso natural, que tem esta capacidade de criação de calor e que está completamente desaproveitada”, sublinhou o autarca.

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