Curiosidades

Viana do Castelo. São Gabriel para o Douro e o World Voyager para o mundo

Em Viana do Castelo, duas novas construções em acabamentos, o São Gabriel para o Douro e o World Voyager para o Mundo, anunciou Mário Ferreira nas suas redes sociais.

O ano de 2020 está a ser frenético para Mário Ferreira, fundador da Douro Azul. Aos 51 anos, inaugurou o primeiro de três navios de expedição, abriu uma delegação em Fort Lauderdale, na Florida, e fez o negócio da sua vida ao vender a posição minoritária de 40% da Mystic Invest Holding por €250 milhões ao fundo norte-americano Certares, um dos maiores grupos mundiais de distribuição de viagens turísticas.

A ideia de ter um navio de expedição começou com o sonho de subir o rio Amazonas e, em 2014, Mário Ferreira comprou o ferry “Atlântida”, com perto de cinco mil toneladas, com o objetivo de o transformar num navio de luxo, para fazer cruzeiros entre Manaus e Iquitos, no Peru. O Expresso, que fez a última viagem do “Atlântida” entre a Base do Alfeite, em Almada, e os Estaleiros de Viana do Castelo onde seria alvo de uma transformação profunda, presenciou o entusiasmo de Mário Ferreira enquanto falava dos planos que tinha para a remodelação. “Este navio é luxuoso para ferry, mas não tem as características necessárias para a nossa atividade de cruzeiro, tudo o que está aqui dentro é para sair”, disse na ocasião.

Mas depois de investir vários milhões em alterações e projetos, chegou à conclusão que era melhor construir um navio novo. O custo para transformar e adaptar o casco para gelo era enorme. Assim, o projeto foi evoluindo para um navio com diversos destinos ao longo do ano, no verão Ártico e Antártida e pelo meio da época na Amazónia e Mediterrâneo. Desta forma nasceu nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, o “World Explorer”, com 9271 toneladas, o dobro do que tinha sido idealizado inicialmente.

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