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Coronavírus: menino deficiente morre na China após abandono do pai que estava em quarentena

Dois oficiais na China foram despedidos após a morte de um adolescente com paralisia cerebral cujo pai – e único cuidador – foi colocado em quarentena por suspeita de coronavírus, avança a BBC.

Yan Cheng de 16 anos, foi encontrado morto na quarta-feira, uma semana após o seu pai e irmão terem sido colocados em quarentena.

O adolescente foi alimentado apenas duas vezes durante esse período, “segundo relatos”, diz ainda a BBC.

Tanto o secretário local do Partido Comunista como o presidente da câmara  de Huajiahe foram despedidos por causa do caso.

A história de Yan Cheng tem sido amplamente difundida nas redes sociais e em órgãos de comunicação social.

A família morava na província central de Hubei, na China, o epicentro do surto de coronavírus.

De acordo com a imprensa local, o pai do adolescente escreveu na rede social chinesa Weibo a pedir ajuda, explicando que seu filho foi deixado sozinho sem comida nem água.

As autoridades de Hong’an anunciaram que seria realizada uma investigação sobre a morte do menino.

Na China, mais de 400 pessoas já morreram devido ao coronavírus e há mais de 20.000 casos do vírus confirmados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que é provável que o número de casos continue a aumentar.

As autoridades chinesas introduziram uma série de medidas para tentar impedir a propagação do vírus.

Paralisia cerebral

A paralisia cerebral refere-se a um grupo de sintomas que engloba dificuldade de movimentação e rigidez muscular (espasticidade). Resulta de malformações cerebrais que ocorrem antes do nascimento durante a época em que o cérebro está em desenvolvimento ou de danos cerebrais que ocorrem antes, durante ou logo após o nascimento.

A paralisia cerebral não é uma doença, mas sim um conjunto de sintomas resultantes de malformações cerebrais ou danos às partes do cérebro que controlam os movimentos musculares (áreas motoras).

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