Cultura

Vila Verde. Igreja de Atiães acolheu relíquia de São Bartolomeu dos Mártires

“Foi com entusiasmo e devoção que a comunidade paroquial de São Tiago de Atiães acolheu, neste domingo, uma relíquia de São Bartolomeu dos Mártires, a qual ficou exposta na igreja paroquial e lá permanecerá em vista a ser venerada por quem assim o desejar”, revela um paroquiano da freguesia de Atiães.

Depois do pedido feito ao Senhor Arcebispo de Braga e com a colaboração do Vigário Geral da nossa Arquidiocese, Cónego José Paulo de Leite Abreu, a relíquia foi entregue à paróquia a 24 de novembro de 2019, sendo este o dia escolhido para a primeira veneração pública nesta comunidade paroquial.
São Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa em 1514. Aos 14 anos, pediu para ser admitido na Ordem de São Domingos, vindo a ser admitido no ano seguinte. Devido às suas capacidades intelectuais, lecionou Teologia em vários conventos dominicanos. Mais tarde, foi nomeado Arcebispo de Braga, cargo que desempenhou entre 1559 e 1582. Durante o seu ministério episcopal, a sua principal preocupação foram as suas Visitas Pastorais a toda a Arquidiocese, que era composta pelas atuais Dioceses de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e ainda parte de Bragança, deixando em cada paróquia uma cruz, que também se conserva na igreja paroquial de São Tiago de Atiães.

Outro aspeto de salientar, foi a sua participação no Concílio de Trento, em que, pelo seu amor à Igreja e pela sua sabedoria, foi capaz de levar propostas concretas para a reforma da Igreja. Vindo do Concílio, não tardou a implementar a reforma, mesmo remando contra a maré, destacando-se a fundação do Seminário Conciliar (hoje Seminário Conciliar de São Pedro e de São Paulo). Ainda como Pastor da Arquidiocese, ficou conhecido como o “Pai dos Pobres”, colocando ao dispôr dos necessitados tudo o que lhes podia dar de ajuda, chegando a abrir os celeiros do Paço Arquiepiscopal em tempo de fome. Mesmo depois de resignar ao Arcebispado, em 1582, recolheu-se ao convento de Santa Cruz (hoje de São Domingos), que ele próprio mandara construir na, então, Vila de Viana do Castelo. Daí pregava ao povo da, então, Vila, recebia no convento quem o quisesse visitar e continuava a pôr em prática a caridade, chegando a dar a própria cama aos pobres, atirando-a pela janela da sua cela.

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo