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António Vilela nega ter beneficiado Sofia Sampaio. Julgamento já começou

António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, negou, na passada segunda-feira (10), ter feito qualquer pressão a favor de Sofia Sampaio, no concurso público de contratação de um técnico para a direção financeira da autarquia.

No julgamento, que teve lugar no Tribunal de Braga, o juiz-presidente questionou o facto se António Vilela terá dito ao presidente do júri, vereador na altura na mesma Câmara, que “tinha a pessoa certa para o lugar”, adianta o “jornal” O Vilaverdense. O edil respondeu que não se recordava de ter tido essa conversa.

Vilela diz ter ordenado à Divisão de Recursos Humanos a abertura de concurso uma vez que o lugar de chefe Divisão Financeira tinha sido criado e estava vago.

Sofia Sampaio melhor na prova oral

Ângela Silva, jurista da Câmara de Vila Verde, disse ainda que o concurso foi normal e que ganhou “a candidata com melhor currículo e com melhor prova oral”, pode ler-se na edição de terça-feira do Jornal de Notícias.

O crime que António Vilela está acusado

Em causa está “o procedimento concursal para provimento de cargo de direcção intermédia de 2.º grau do município de Vila Verde – Chefe de Divisão Financeira – ocorrido no ano de 2009”, adianta a PGR-Porto. Sofia Sampaio ficou com o lugar.

“Tráfico de influências” e “favorecimento político” são algumas das suspeitas do MP em relação ao concurso, nomeadamente que os requisitos fossem feitos à medida para Sofia Sampaio ocupar o lugar. A investigação surge após denúncia que remonta ao ano de 2015.

A carta de candidatura de Sofia Sampaio, a que o V teve acesso, foi entregue numa folha manuscrita, o que levantará também dúvidas no procedimento concursal.

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Paulo Moreira Mesquita

Paulo Moreira Mesquita

Diretor Semanário V

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