André Almeida Opinião

Opinião. Conhece a Geração Z?

Redação
Escrito por Redação

A definição do público-alvo é algo muito importante quando estamos a analisar e a definir uma estratégia para uma marca, produto ou serviço, ajudando as organizações a atingirem os resultados planeados e desejados com maior sucesso.

Ao longo dos anos essa definição e característica foi sofrendo alterações quer por força da evolução, do crescimento de novos povos e gerações mas também pelo impacto dos comportamentos, da inovação e da tecnologia.

Ao falar em gerações temos obviamente de falar naquelas que atualmente têm papéis fundamentais na forma como a sociedade está constituída e como se comporta pois é através desses comportamentos que se desenvolve o mercado.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, 32% das 7,7 mil milhões de pessoas que existem no mundo, nasceram após o ano 2000, e isso faz com que essa geração, a Geração Z, tenha o maior número de indivíduos no planeta, ultrapassando os Millennials (também conhecidos como Geração Y).

A definição sobre gerações pode variar de acordo com a fonte. Algumas colocam a Geração Z como os nascidos neste século, mas o consenso diz que são as pessoas que nasceram entre 1995 e 2010.

Apoiando-nos neste intervalo podemos destacar uma característica muito importante: estas pessoas não conhecem o mundo sem internet. Por isso mesmo crescer com fontes infinitas de informação à disposição e estar constantemente ligado com o mundo faz com que estas pessoas tenham uma forma de viver completamente distinta. A forma como vivem, procuram respostas, satisfazem os seus desejos passa indiscutivelmente pelo digital.

Dessa forma, as marcas têm de se adaptar e posicionar quando tiverem de oferecer as suas propostas de valor a este público, a esta geração.

Deve em primeiro lugar disponibilizar informação “em tempo real”. O consumidor desta geração têm de encontrar respostas rápido, sem perder tempo e de forma prática. As marcas que não estiverem bem presentes no digital (internet) basicamente não existem aos olhos desta geração. Para isso ter um website simples, intuitivo, com respostas aos “problemas” do utilizador é essencial, mas não só. Todo o ecossistema digital tem de estar definido, por exemplo os canais sociais onde o público está, as plataformas de comunicação que este utiliza, etc. O foco deve estar em entregar conteúdo de valor e não só portfólio e “chavões”.

Em segundo lugar, também relação com o trabalho/emprego se modificou. Esta geração já não procura estabilidade no emprego. Procura a realização de desafios pessoais e alguém (pessoas e marcas) que os façam crescer cada vez mais. Na era da globalização cada vez mais não há fronteiras e as marcas que possibilitam experiências diferenciadoras tenderão a captar os melhores recursos.

Por fim gostaria de lembrar os leitores mais conservadores que pensam que esta Geração Z não é para si ou para a sua empresa: não se engane pois se esta geração não é sua cliente hoje poderá ser amanhã e se não se identificar com a sua marca, missão, forma de ser e viver, muito provavelmente o seu negócio pode ter os dias contados.

Prepare-se, adapte-se e aprenda como pode ser melhor e oferecer uma melhor experiência ao seu “novo” consumidor!

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