Álvaro Martins

Opinião. Dispensamos tanta publicidade com a justiça protagonizada pelo PSD de Vila Verde. BE é a alternativa!

Assistimos nos últimos dias à promoção do Namorar Portugal, em contrapartida, somos todos os dias confrontados com a falta de recursos públicos nas nossas escolas. Podemos testemunhar através da imprensa as condições em que alunos e professores são sujeitos, por exemplo, na escola da Ribeira do Neiva.

Na verdade, esta falta de investimento em matérias consideradas de extrema importância para o nosso concelho, leva já vinte e quatro anos de uma politica entregue à direita. O verdadeiro problema, tem sido mais que evidente, a falta de uma oposição firme da esquerda e da sua vereação na câmara municipal.

Acabamos de assistir a mais uma charada política que nos foi oferecido pelo OS de Vila Verde. Samuel Estrada é agora o homem ao leme da oposição, ou pelo menos é a figura que aparece como tal. José Morais durou pouco, depois da derrota que protagonizou nas autárquicas, ficou claro que nem PS nem Morais eram o que a população esperava como solução para o conselho. A falta de confiança política no anterior líder dos socialistas de Vila Verde tem sido latente.

Samuel Estrada cai, a meu ver, no PS concelhio sem ter percebido bem onde se meteu. O partido não se renova e a sua lista continua a ser aquela que apresentou Luís Filipe Silva (LFS) e Morais. Aliás, aqui de referir o regresso de LFS às listas concelhias, depois de tanta roupa suja ter sido lavada em público, parece que a união em torno de um PS debilitado, a viver de favores e promessas que os seus líderes nunca cumprem.

Mas de maus favores e maus caracteres será agora uma aventura que os possam descobrir, o que mais me tem impressionado é a debanda de militantes que têm como direção o partido de André Ventura.

A máscara começa a cair ao PSD cada dia. Começa na credibilidade, se é que alguma vez existiu, e não terá sido manipulada de outra forma, com os favores a serem pagos pela autarquia com os impostos de todos os vila-verdenses.

Uma palavra de alerta, o CHEGA irá ter a sua concelhia também em Vila Verde, com o descrédito e os escândalos que o PSD tem presenteado os seus eleitores, é abrir uma porta ao partido de André Ventura que vem sorrateiramente buscar os desacreditados.

Quero referir-me ao Bloco de Esquerda que não embandeira em arcos. A nossa presença tem que ser mais firme. Acredito que seja agora um tempo de mudança em que a Convergência, que apresentará uma solução alternativa a Catarina Martins, possa agora defender o que faz falta em Vila Verde.

Já foi solicitado junto dos deputados eleitos pelo distrito de Braga para que Vila Verde possa fazer um balanço entre as mais variadas classes políticas das suas necessidades, e essas são no global, a saúde, o ensino, o abandono dos idosos e a necessidade de abrir alguns dos centros de saúde durante a noite, para não obrigar os vila-verdenses a terem que se deslocar até ao hospital de Braga. Muitos desses casos podem ser resolvidos, em centros que a funcionarem com um mínimo de valências, poderão prestar auxílio às populações, sem muitas vezes terem que recorrer ao hospital em viagens longas, feitas em vias em mau estado.

Vila Verde não está diferente dos últimos anos. Necessitamos de mãos que trabalhem pelos interesses do concelho, e dispensamos tanta publicidade com a justiça protagonizada pelo PSD.

 

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