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Vila Verde. Santa Casa recusa aplicar eutanásia nas suas unidades

No dia 20 de fevereiro, o Parlamento debate na generalidade cinco projetos-lei para a despenalização da eutanásia, apresentados pelo PS, BE, PAN, Verdes e Iniciativa Liberal. Desses, só o do PEV não prevê que a prática seja permitida em hospitais privados. Paralelamente, têm surgido iniciativas a pedir que a questão seja alvo de um referendo, ideia já apoiada pelo CDS e por algumas figuras de relevo do PSD, nomeadamente o presidente, Rui Rio.

A Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, o seu hospital, ERPI’s e UCCI’s vão recusar aplicar eutanásia, caso a despenalização da prática venha a ser aprovada pela Assembleia da República.

A Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde “considera a vida humana como o primeiro e o mais elevado de todos os valores, prevalecendo sobre os interesses da Ciência e da Sociedade, considerando que nem tudo o que é tecnicamente possível é aceitável. A técnica, ainda que fundamental, é apenas um dos valores a considerar quando se toma posições sobre a vida das pessoas”, refere o provedor Bento Morais em comunicado.

O Código de Ética da Santa Casa de Vila Verde define, assim, uma cultura própria para a instituição, baseada no respeito pela pessoa humana, como um sujeito de direitos e não um objeto das intervenções médicas e com uma dignidade intrínseca e constitutiva que nenhuma doença, em nenhuma fase, afeta, diminui ou anula reafirma a oposição à despenalização da morte assistida, numa altura em que o tema está em debate na Assembleia da República.

Acrescenta o provedor da instituição que “o governo deveria apostar mais em cuidados paliativos na zona Norte. Nós estamos disponíveis para dar cuidados de saúde de excelência a todos os nossos doentes.”

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