Braga

Estudo da UMinho revela “vício preocupante das raspadinhas” na população portuguesa

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Portugal é o país da Europa onde se gasta mais dinheiro em raspadinhas. Só em 2018 os portugueses gastaram quase 1,6 mil milhões de euros neste jogo – são mais de quatro milhões de euros por dia (há casos de portugueses a gastarem 500 euros em 24 horas). O problema tem sido “negligenciado” e urge impor medidas para regulamentar o jogo, diz ao Expresso o psiquiatra Pedro Morgado, autor do estudo publicado esta quinta-feira na revista “The Lancet Psychiatry”.

Comprar raspadinhas para tentar ganhar dinheiro é um ato tão banal que quase já faz parte do quotidiano, mas um relatório divulgado esta quinta-feira, da autoria de dois investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Minho, e publicado na revista internacional “The Lancet Psychiatry”, mostra uma realidade bem mais preocupante do que isso. Em 2018, os portugueses gastaram quase 1,6 mil milhões de euros em raspadinhas – 4,4 milhões por dia, em média. O número é, em si, muito elevado, mas ainda mais se comparado com dados de 2010, em que foram gastos 100 milhões de euros neste jogo. E também se comparado com países como Espanha, onde foram gastos cerca de 600 milhões de euros em 2018.

De acordo com Pedro Morgado, um dos autores do estudo, e psiquiatra no Hospital de Braga, Portugal é, aliás, o país da Europa onde se gasta mais dinheiro em raspadinhas per capita, correspondendo este valor a mais do dobro da média europeia. Uma das perguntas que se coloca de imediato é — mas porquê? E embora a resposta não seja definitiva, o problema pode ser justificado assim: “Em primeiro lugar, trata-se de um jogo facilmente acessível, sem qualquer controlo, um jogo popular e com boa imagem. Ou seja, ninguém se sente envergonhado por comprar raspadinhas”, em declarações ao jornal expresso.

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