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País. Agente da PSP recebe louvor público após recuperar material roubado

Uma cidadã fez um agradecimento público a uma agente da PSP contando o sucedido e todo o profissionalismo do agente.

“O agente Louro entrou à noite. Estava de serviço nocturno na esquadra de Belém. Podia ter ficado na camarata a dormir e levantar-se em caso de urgência. Mas não. O agente Louro entrou no carro patrulha e foi andar pela área. Eram três e tal da manhã. O agente Louro cruzou-se com um homem na rua. Quase 4 da manhã. Lá ia ele, na Avenida do Restelo, duas caixas debaixo do braço. O agente Louro podia ter acenado. Seguido em frente. Ignorado. As pessoas andam na rua à hora que bem lhes apetece! É um país livre! Mas o agente Louro parou. Mandou-o parar. Perguntou se estava tudo bem. Que levava ele. Duas caixas. Dois discos rígidos. Perguntou-lhe se podia ver. O cidadão podia recusar. O cidadão podia seguir em frente. O cidadão podia indignar-se perante tamanho abuso.
O agente Louro desconfiou. Quis ver. Perguntou o que eram, para que serviam. Viu o logotipo da RTP. Pequeno. Numa etiqueta. Resposta: “Encontrei no lixo…” O agente Louro voltou a desconfiar. Apreendeu os discos. Correu o risco. Mandou-o seguir. Não tinha motivos para o deter. Mas a história não batia certo. A hora não batia certo. O agente Louro ficou com os discos. Levou-os para a esquadra. Mandou-o seguir depois de o identificar.
O agente Louro podia ir dormir. Eram quase cinco da manhã. Foi ver no sistema. Nenhuma queixa da RTP. Foi descansar. Saiu de turno. Seguiu a sua vida. Ligaram-lhe à hora de almoço. Estava uma pessoa na esquadra do Calvário a apresentar queixa por furto do interior de um veículo:
Eu. Fiquei sem uns ténis. Um blusão de cabedal. Um saco de doces de amendoim e dois discos externos. Tudo na bagageira. Na rua. À porta de casa. Os discos, o que mais me interessava, já estão comigo. Recebi-os, há pouco, em mãos, do agente Louro. Que não dormiu. Que desconfiou. Que correu o risco.

Obrigada” termina a cidadã no seu agradecimento público.

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