André Almeida

Opinião. Qual é a sua “máscara”?

Em plena semana de Carnaval muitos de nós aproveitamos para vestir um papel, uma personagem, uma temática diferente, normalmente reproduzida num adereço ou numa máscara e com um intuito lúdico.

As máscaras representam uma ideia, um sentimento e uma mensagem a transmitir para o mundo exterior que nos observa, funcionando como um meio para transmitir uma comunicação orientada e específica. Num mesmo registo a Identidade de Marca também funciona como imagem que deve transmitir um conjunto de informações ao mercado e mais especificamente a um determinado público-alvo.

Um indivíduo, um profissional ou uma empresa que quer se destacar no mercado precisa então de criar métodos para fortalecer a imagem da sua “marca”, incorporando além das qualidades técnicas, as qualidades que enfatizem a relação da marca e os seus valores com os consumidores.

Este facto favorece a competitividade, o que é ótimo para os consumidores, mas um grande desafio para as empresas. Para ser competitivo no mercado não basta atender aos desejos e necessidades do consumidor, mas também oferecer produtos/serviços inovadores que possam surpreendê-lo.

A marca em si define tudo aquilo que a empresa é, afinal, é a primeira impressão dos potenciais clientes, a porta de entrada, a primeira “coisa” que veremos de qualquer pessoa/empresa. É o impacto. Ela é a síntese dos valores/produtos/serviços. Uma marca bem desenvolvida, juntamente com toda uma identidade visual harmoniosa e bem produzida, transmite ao consumidor características como organização e qualidade.

Alina Wheeler, autora do livro Design de Identidade da Marca, diz-nos que a marca “é a promessa e as expectativas que residem na mente de cada consumidor a respeito de um produto, um serviço, de uma pessoa ou empresa. As pessoas apaixonam-se pelas marcas, confiam nelas, são fiéis, compram e acreditam na sua superioridade.”

Basicamente estamos a falar de expectativas, e essas devem ser tidas em conta no momento de criação da marca, bem como a qualidade, o nível e o posicionamento no mercado. Não é credível idealizar-se uma marca de luxo se os produtos/serviços não o são. Todos os elementos devem estar presentes para que ao criar-se uma marca, esta represente a realidade oferecida.

Um sentido mais figurativo a marca é a máscara que queremos utilizar e queremos mostrar/transmitir ao nosso mercado, comunicando a mensagem que queremos levar ao nosso público. Essa máscara neste caso deve ser verdadeira, fiel e representar a pessoa, o profissional e o negócio.

Veja mais artigos de marketing aqui no Semanário V ou na minha página pessoal! 🙂

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