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Câmara de Vila Verde adjudica contrato ao amigo de José Sócrates, Carlos Santos Silva. Estudo para estrada custa mais de 70 mil euros

A autarquia vila-verdense celebrou contrato com a empresa Proengel, para a elaboração da solução de traçado e projeto de execução para a construção da estrada entre a rotunda da EN 201 na Vila de Prado e a EM 540 em Cabanelas. O valor com IVA corresponde a 71 mil e 340 euros.

Carlos Santos Silva, conhecido empresário do Grupo Lena e amigo pessoal de José Sócrates, é o também administrador da Proengel.

A Proengil já ganhou perto de 8 milhões de euros em contratos com entidades públicas.

Proengil foi notícia logo após Sócrates ter sido detido em 2014

O jornal digital Observador fazia destaque a 24 de novembro de 2014: “A empresa de Carlos Santos Silva ganhou contratos com o Estado no valor de 1,7 milhões entre 2009 e 2011”.

Dizia ainda que Carlos Santos Silva, administrador da Proengel, que entre 2009 e 2011 conseguiu 86 contratos diretos com o setor público. Metade foram nos últimos dois anos do segundo mandato de Sócrates. Poucos dias depois das eleições legislativas de 2009, que retiraram a maioria absoluta a José Sócrates, Carlos Santos Silva saía do Grupo Lena. Já antes tinha constituído a empresa Proengel. Metade dos contratos foi celebrado durante os dois anos do último mandato de José Sócrates, no valor de 1,7 milhões de euros.

Em janeiro de 2019, o Jornal Económico (JE) escrevia que Carlos Santos Silva, sinalizado pelo Ministério Público como o principal testa de ferro de José Sócrates, tentou gastar parte dos 23 milhões de euros que repatriou da Suíça e aceder à conta com 8,5 milhões de euros apreendidos. O Correio da Manhã (CM) referia que o amigo do antigo primeiro-ministro pretendia pagar impostos da empresa Proengel I, no valor de 410 mil euros. O JE adiantava ainda que a defesa de Carlos Santos Silva pediu a “derrogação parcial da medida de apreensão do saldo bancário da conta BPI para o pagamento adicional de IRS”, conforme refere um requerimento anexado aos autos do processo, consultado pelo CM. Apesar de o arguido da ‘Operação Marquês’ alegar que não tem fundos para liquidar o pagamento, o juiz Ivo Rosa não permitiu a utilização deste dinheiro, segundo o mesmo matutino.

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