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Covid-19. “Milhões previstos para as festas em Vila Verde deverá ser para ajudar as pessoas”

Álvaro Santos, dirigente associativo, publicou uma nota no seu facebook pessoal onde sugere a António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, que os “milhões previstos para festas e afins devem ser deslocados para a ajuda às pessoas, às instituições e às empresas.”

Sugere ainda que a única festa concelhia que poderia ficar em aberto seria a festa das Colheitas “uma vez que a de Santo António já estará comprometida pela evolução do surto.”

“Sugiro que a Câmara de Vila Verde cancele, de imediato, por um período de um ano todos os gastos com festas, e iniciativas afins, com propaganda e marketing”, aponta Álvaro Santos.

Nota na íntegra:

A câmara deveria proceder de imediato à alteração do seu orçamento, por forma a permitir que alguns milhões de euros previstos em áreas não vitais sejam urgentemente colocados ao serviço dos problemas centrais das pessoas.

Sempre com custos reduzidos, a única festa que poderia ficar em aberto realizar seria a Festa das Colheitas, uma vez que a de Santo António já estará comprometida pela evolução do surto.

Os milhões previstos para fins não essenciais poderiam ser redirecionados para:

1. pagar análises ao COVID-19 a todos utentes e funcionários de todos os lares concelhios, medida que pouparia muitas vidas;

2. aliviar a fatura mensal das famílias, das instituições e das empresas, como seja, por exemplo, eliminação total da fatura da água, saneamento e recolha do lixo; isenção de taxas de funcionamento de indústrias empresas e estabelecimentos comerciais;

3. reforçar as verbas das juntas e dos bombeiros, para execução de actividades no combate à pandemia, já que, mais do que nunca, a política de proximidade é decisiva.

Vivemos uma calamidade pública. Estamos em pleno ciclone na saúde e avista-se um furacão na economia.

A situação é dramática e adivinha-se que se vai tornar ainda mais difícil.

São milhares os Vilaverdenses que veem os seus rendimentos a diminuir a olhos vistos, muitos poderão ver desaparecer o seu desemprego e são centenas de pequenas e médias empresas que deixaram de funcionar e estão à beira de não voltar a abrir.

É urgente fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atenuar a situação de angústia em que muitos se encontram.

Felizmente, alguns de nós ainda conseguirá fazer face às suas despesas. Mas para muitas famílias, instituições e empresas o cenário financeiro e económico é trágico.

Urge, pois, aliviar-lhes a fatura dos seus gastos mensais.

Da minha parte, deixo um compromisso público: se a autarquia decidir isentar o pagamento da água, saneamento e lixo, eu estou disposto a continuar a pagar a minha fatura, uma vez que me situo no grupo dos que, para já, conseguem cumprir com as suas obrigações financeiras.

Estou consciente que não é fácil ser decisor político nesta altura. Por isso mesmo, este post não visa nenhum tipo de crítica a autarquia. Apenas pretende ajudar, introduzindo um pensamento para reflexão de todos.

A situação é bastante grave, mas juntos, com humanidade e solidariedade, iremos ultrapassá-la.

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