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Vila Verde. Paulo Marques (CDS) fala em falta de estratégia do município no combate ao Covid-19

Paulo Marques, líder do CDS de Vila Verde, tece duras críticas ao executivo camarário liderado por António Vilela (PSD) à forma como estão a ser tomadas as decisões relativas nocombate ao novo coronavírus em Vila Verde.

“Andam [executivo camarário] a reboque do que é dito. Não decidem, apenas reagem”

“É alarmante e com profunda preocupação vermos as decisões relativas ao combate à Covid-19 em Vila Verde serem tomadas pelo Município de Vila Verde apenas quando são expostas ou propostas pelos cidadãos nas redes sociais” diz Paulo Marques. O centrista diz mesmo que Vilela não tem estratégia nem organização na ação: “são de facto alarmantes a apatia e a inexistência de estratégia, organização e a absoluta falta de preocupação e respeito do executivo para com a população vila-verdense. Andam a reboque do que é dito, não se antecipam às necessidades e à grave crise de saúde e social que vivemos. Não decidem, apenas reagem.”

O CDS de Vila Verde relembra que “já no passado dia 20 de março tínhamos proposto nas redes sociais uma série de medidas necessárias como, por exemplo, a desinfeção de ruas, outdoors informativos ou grupos de apoio às populações, que foram logo no dia seguinte apresentadas com pompa e circunstância. Novamente, no dia 30, apresentarmos uma série de medidas essenciais que já deveriam ter sido tomadas, como a necessidade de cancelar festas de St. António quando, por exemplo, o S. João de Braga (que começa mais tarde) já tinha sido cancelado. Hoje [ontem], numa forma apenas reativa, lá foi apresentada pelo município. Mais vale tarde que nunca e congratulamos o executivo camarário por ter acatado a proposta. ”

“É clara a desorganização, a incapacidade política, a falta de profissionalismo de gestão e a gritante insensibilidade social”

Paulo Marques fala ainda de desorganização e incapacidade política de António Vilela: “não deixa de ficar claro a desorganização, a incapacidade política, a falta de profissionalismo de gestão e a gritante insensibilidade social para com os vila-verdenses expondo, novamente, as fragilidades e a desorientação que tem caracterizado este executivo. Seria ‘apenas’ uma questão de má gestão se estivéssemos apenas a falar de política, mas não estamos, o Covid-19 é uma pandemia grave que põe em risco a saúde física e psicológica da nossa população, bem como, o sentimento de proteção e segurança que tanto necessitamos nesta fase.”

O líder do CDS concelhio deixa assim as seguintes questões:

“Acham normal ser marcada a reunião de câmara para a próxima segunda-feira dia 6 de abril estando 3 semanas, repito, 3 semana, sem reunir numa altura destas? Não é estranho reunir de 3 em 3 semanas quando o normal, sem estados de emergência, era reunir de 15 em 15 dias?”

“Não deviam ter ouvido há muito os partidos políticos e demais entidades da sociedade civil de forma a todos encontrarem as melhores soluções para este combate?”

“Para quando a suspensão do pagamento de água e saneamento? Há muito que outros municípios, como Braga, já o fizeram. São os vila-verdenses ricos e não sabem disso?”

“Acham normal, continuarem a passar multas de estacionamento, quer a empresa privada quer o município, a quem estaciona nas ruas de Vila Verde nesta altura?”

 

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