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Vila Verde. Compra de sino para Coucieiro aprovado com voto contra do PS

A proposta constava da ordem de trabalhos da reunião de do executivo da Câmara Municipal de Vila Verde de hoje.

António Vilela, edil,  aprovou hoje a atribuição de um apoio financeiro de dois mil e quinhentos euros (2.500€) para a aquisição de um sino para a Paróquia de São João Baptista de Coucieiro. Apesar de muitas “vozes” populares “entoarem” pelas redes sociais em sinal de desaprovação na atribuição de tal verba, o executivo do PSD aprovou-a, sob protesto e votos contra dos socialistas, representados pelos vereadores José Morais, Luís Castro e Cláudia Pinto.

“A saúde financeira do Município permite mobilizar as verbas necessárias para que não falte nada a ninguém”

Segundo soube o V, Júlia Fernandes, vereadora da Cultura, terá dito que “a saúde financeira do Município permite mobilizar as verbas necessárias para que não falte nada a ninguém”, indicando assim palavras de esperança para que todos aqueles que estejam a passar dificuldades em plena pandemia do novo coronavírus em Vila Verde, possam recorrer ao Munícipio, na pessoa de Júlia Fernandes que tem o pelouro da Ação Social.

Declaração de voto (contra) dos socialista na íntegra:

Considerando o momento de crise extrema em que vivemos, pedimos atempadamente ao senhor presidente que retirasse este assunto da ordem de trabalhos da reunião de câmara. Infelizmente entendeu não fazê-lo.

Esta proposta da senhora vereadora da cultura é totalmente desadequada a este tempo de angústia para todos nós e revela uma enorme falta de sensibilidade para com todos os que estão a sofrer duramente os efeitos da Covid–19. Os vila-verdenses esperam que quem lidera os nossos destinos coletivos, seja capaz de estar à altura em tempos de crise, e não apenas em tempos de festa e organização de eventos.

Em tempos de crise profunda é necessário fazer opções, muitas vezes difíceis.

A Câmara devia de centrar os seus recursos no combate à pandemia e no apoios aos vila-verdenses, principalmente aos mais desfavorecidos.

Os vila-verdenses, as instituições e as empresas estão a viver momentos de enorme aperto financeiro, o qual poderá transformar-se, de seguida, numa crise de desemprego em grande escala.
Muitos dos nossos concidadãos já estão a passar por enormes dificuldades e nos tempos que se avizinham muitos mais poderão ficar nessa situação. É no apoio a estes vila-verdenses que devia estar centrado todo o esforço da autarquia.

Ao toque a rebate de um sino, em caso de incêndio, haverá de corresponder, no momento crucial em que vivemos, o toque a rebate de todas as entidades públicas responsáveis, como a Câmara Municipal de Vila Verde, para fazer frente às questões sociais que ocupam, ou deveriam ocupar, a primeira preocupação de quem dirige uma autarquia.

Apreciamos o trabalho que as diversas paróquias do concelho realizam e reconhecemos a importância de valorizar o nosso património religioso. Mas estamos certos que a paróquia de Coucieiro entenderá que esta não é a altura certa para se discutir a atribuição de um subsídio desta natureza, pelo que votamos contra a atribuição deste subsídio, neste momento.

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