Braga

Braga. Cão “cane corso” engole manta e é salvo em urgência de Adaúfe

A ingestão de corpos estranhos é bastante frequente tanto em cães como em gatos, especialmente em animais mais jovens que têm por hábito roer objetos e/ ou brincar, que posteriormente podem acabar por ingerir acidentalmente.

Também pode acontecer essa ingestão por diversos motivos, nomeadamente stress e ansiedade. Alguns cães quando passam muito tempo sozinhos desenvolvem ansiedade de separação ou simplesmente, se não tiverem entretenimento, procuram atividade, e pode passar por acidentalmente roerem e ingerirem objetos inapropriados, como é o caso das mantas.

Ace – O Cão de 6 anos que ingeriu uma manta

O Semanário V falou em exclusivo com o Centro Veterinário Adaúfe que revelou todo o processo que o Ace foi sujeito para lhe salvarem a vida depois da ingestão de uma manta com peso considerável.

Conta a Clínica que: “um cane corso de 6 anos de idade, engoliu uma manta, provavelmente devido a stress, uma vez que nunca teria tido este tipo de comportamento previamente.

Neste caso, foi notado pelo tutor do cão que este havia ingerido a manta e procurou ajuda profissional. Chegando à nossa clínica, qualquer animal com historial de possibilidade de ingestão de corpo estranho deve ser submetido a um exame físico detalhado, onde se verifica o estado geral do animal (como a temperatura e estado de hidratação), seguindo-se de uma ecografia, com urgência.

A ecografia permite-nos ver se existe material no intestino ou estômago, localizar o material e perceber que tipo de “estragos” está a provocar, nomeadamente se está a provocar uma obstrução total ou parcial do transito intestinal.

São também aconselhadas análises sanguíneas para verificar o estado do animal. Caso se verifique uma grande quantidade de material, ou obstrução gastrointestinal o animal é submetido a uma cirurgia de urgência (enterotomia ou gastrotomia), em que o médico veterinário faz uma ou mais incisões no estômago ou intestino, de forma a conseguir extrair o material e aliviar a obstrução.

No caso do Ace a cirurgia foi por enterotomia, por onde se retirou os corpos estranhos, o médico veterinário avaliou também a integridade do intestino. Em alguns casos mais graves, pode existir comprometimento do tecido. Acontece que, se o corpo estranho permanecer demasiado tempo num local pode provocar estase (paragem do fluxo sanguíneo) levando a que essa porção do intestino fique necrosada, sendo, nesse caso, necessário proceder a outro tipo de intervenção (enterectomia) em que se retira uma porção do intestino.

 

(c) CVA

 

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