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Loja de telemóveis vendia gel desinfetante com margens de lucro entre os 300 e os 400%

Uma loja de telemóveis e acessórios em Lisboa comercializava gel desinfetante com margens de lucro que variavam entre os 300 e os 400%. Foi aberto inquérito por eventual crime de especulação.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da Unidade Regional do Sul, realizou ação de fiscalização a um estabelecimento retalhista de telecomunicações e de acessórios para telemóveis, em Lisboa, no âmbito do combate ao lucro ilegítimo em bens essenciais no combate à propagação do vírus Covid-19.

Empresa tem como atividade principal a venda de acessórios para telemóveis

Trata-se de uma empresa que tendo como atividade principal a venda de acessórios para telemóveis e sua reparação, nesta fase de emergência nacional, optou por comercializar também e em paralelo, o produto álcool gel, com margens de lucro que oscilavam entre os 300% e os 400%.

Nesta sequência, a ASAE procedeu à instauração de inquérito, por prática de eventual crime de especulação, do qual foi dada noticia à Autoridade Judiciária competente.

Diz a ASAE, em comunicado enviado à redação do Semanário V, que desde meados de março está “em permanente supervisão e vigilância do comportamento do mercado no que se referem a factos eventualmente ilícitos relacionados com a pandemia do Covid-19. Esta Autoridade já fiscalizou um total de 280 operadores económicos, tendo sido instaurados 15 processos crime por obtenção de alegado lucro ilegítimo obtido na venda de bens necessários para a prevenção à pandemia, nomeadamente equipamentos de proteção individual e dispositivos médicos (máscaras, luvas, fatos), produtos biocidas designadamente álcool, álcool gel e desinfetantes, com obtenção de lucro que chega a ultrapassar, nalguns casos, os 1000%.

A ASAE aguarda conclusão da análise documental cerca de 25 situações.

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