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Covid-19. Joacine contra o estado de emergência: “É um alvará de despedimentos”

Joacine Katar Moreira votou contra o estado de mergência do país e veio a publico, em comunicado, assumir o seu voto e discurso na assembleia da república.
Nas suas redes sociais cita a deputada: “O estado de emergência veio reforçar a vulnerabilidade social e financeira de milhares de cidadãs e cidadãos.
Falo exatamente da desproteção absoluta a que estão votados neste exato momento milhares e milhares de indivíduos. Este estado de emergência serve quase como uma espécie de alvará para despedimentos, alvará que faz com que haja descontraidamente despedimentos em massa. Despedimentos e uma alta taxa de desemprego e um desrespeito absoluto pela legislação. Falo igualmente do uso abusivo do layoff. Falo também da informalidade, dos trabalhadores informais. Alguns fazem parte dos trabalhadores hoje considerados essenciais. Essenciais, mas que, afinal, auferem rendimentos miseráveis. Essenciais, mas que, afinal, carecem de reconhecimento social. Essenciais, mas que, afinal, lutam pela sobrevivência.
Lares ilegais e desigualdades 
“Referir ainda isto: há também outra área da informalidade, que se trata dos lares. Há lares que são ilegais. Há lares que não têm alvará e o estado não pode ignorar a existência destas entidades. E deve, igualmente, apoiar inequivocamente todos os cidadãos, independentemente de estarem numa situação de informalidade ou não.
Falo ainda de cidadãos que estão a ser neste momento alvo de ordem de despejo e ordens que emanam também de situações de informalidade. Falo das famílias que no âmbito do estado de emergência estão a residir em quartos. Famílias confinadas no estado de emergência a residir em quartos. E que, muitas, hoje, estão a ser alvo de despejo.
E é necessário referir isto: que este estado de emergência nos veio revelar muitas desigualdades. Nomeadamente, a exclusão digital em que estão milhares de estudantes neste exato momento.
E referir em último que hoje também votarei contra a renovação do estado de emergência exatamente porque é urgente que haja um esforço enorme no combate às desigualdades, independentemente da atual situação; e não é necessário um estado de emergência para nos unirmos nacionalmente e combatermos a COVID-19.”

(c) ARTV

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