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José Morais (PS) é contra as comemorações presenciais do 25 de Abril

José Morais, vereador pelo Partido Socialista na Câmara Municipal de Vila Verde, diz que não concorda que “que este ano haja cerimónias presenciais” no 25 de Abril.

Em comunicado enviado à redação do Semanário V, o vereador diz que “a data pode e deve ser assinalada, mas num formato alternativo. Talvez num formato digital, com intervenções curtas e difundidas em simultâneo para todo o país.”

Diz Morais que ao celebrar de modo presencial é dar um sinal errado à sociedade: “comemorar esta data com cerimónias presenciais, mesmo respeitando as regras de distanciamento, é dar um sinal errado à sociedade. A ser feito, será entendido como falta de empatia para com todos os que têm respeitado e sofrido com o confinamento.”

“O país está praticamente parado. As celebrações da Páscoa foram canceladas e a cerimónia do dia de Portugal também”, diz.

O socialista sugere que se faça uma “comemoração num formato digital, ou noutro, mantinha-se bem viva a chama da liberdade e dar-se-ia um forte sinal ao país de que os tempos continuam a ser de confinamento. Seria uma forma de mostrar que também os nossos representantes se adaptaram a esta nova realidade. O exemplo tem de vir de cima.”

José Morais contra o PS nesta matéria

O vereador diz ser “um apoiante da primeira hora de António Costa” mas que neste caso não concorda “com o posicionamento oficial” do seu partido.

Para Vila Verde sugere cerimónia por videoconferência ou nas redes sociais

“Proponho que as comemorações do 25 de abril deste ano” para o concelho de Vila Verde “se realizem através de uma cerimónia por vídeoconferência ou em direto nas redes sociais”, recomenda o vereador dizendo que já propôs isso mesmo ao presidente da Assembleia Municipal e que terá dado conhecimento ao presidente da Câmara Municipal, António Vilela.

Para terminar, José Morais deixa recado: “o 25 de Abril e os valores da democracia devem ser celebrados todos os dias, principalmente combatendo a opressão, a demagogia, o populismo e a corrupção, que essas sim são as grandes doenças da democracia.”

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