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Vila de Prado. Obras na Rua Costa Faria sem solução para moradores e comerciantes

Ainda não foi encontrada solução para o problema que suscitaram as obras na Rua Costa Faria, na Vila de Prado.

Num abaixo-assinado, os 39 residentes naquela rua e comerciantes de seis estabelecimentos que ali se encontram pediram uma reunião com a Junta de Freguesia e com o Município de Vila Verde, para dialogar sobre a falta de condições que as obras trouxeram.

Essa reunião aconteceu na segunda-feira, dia 4, na sede de junta da Vila de Prado. Além de moradores e comerciantes, estiveram presentes o presidente da junta de freguesia, Albano Bastos, e Patrício Araújo, vereador do executivo municipal. Um morador na rua Costa Faria reportou ao Semanário V que o esclarecimento foi que “caso não fosse assim, não poderia ser de outra forma qualquer”.

A mesma fonte explica que se questiona “a necessidade de aceder ao projeto de requalificação da zona histórica da Vila de Prado, visto o mesmo não se encontrar disponível ao público, e podermos questionar algumas das outras decisões tomadas que podem ser tidas como inapropriadas para as necessidades da população e serviços locais”.

Recorde-se que este grupo de pessoas lançou uma petição pública: “Criação de Lugares de Estacionamento e Manutenção da Ciclovia na Rua Costa Faria” . A petição pode ser consultada aqui: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT99235

No documento, pode ler-se que “antes do inicio das obras, pensamos não ter havido informação ou pedido de participação para o que agora decorre, considerando ser necessária e merecida esta requalificação da zona antiga e central da Vila de Prado onde nos situamos.”

Os peticionários questionam “porque razão a rua deixará de ter a possibilidade de estacionamento quando, pelas nossas contas, somos 39 residentes permanentes, dos quais 13 menores, quatro dos quais com idade inferior a seis anos, alguns residentes seniores com as limitações decorrentes da idade, salientando-se apenas a existência de quatro garagens privadas para 15 habitações.”
Segundo os mesmos, “os clientes dos seis estabelecimentos de comércio e de serviços, entre os quais um centro de explicações, passam a ver impossibilitada a paragem ou permanência de viaturas com o transtorno e prejuízo daqui decorrentes.”

Moradores e comerciantes pedem lugares de estacionamento para garantir a segurança na rua. “Para que tal aconteça em condições de mobilidade e segurança, seria fundamental a existência de lugares de estacionamento ao longo da rua, nomeadamente no lado direito do futuro sentido descendente, onde por sinal estão 11 das 13 crianças, sem que para tal a ciclovia deixasse de existir visto que estes veículos já se encontram ao abrigo do Artigo 1º, 17º; 18º; 25º; 41º; 77º; 78º e 78º-A (Zonas de Coexistência) do Código da Estrada (entre outros) e que já prevê a utilização de velocípedes em zonas especificas, em coexistência com menores/peões na via pública e onde podem circular respeitando as regras. Assim, sendo a ciclovia uma via de exclusiva utilização de velocípedes e/ou outros veículos sem motor, questionamos a sua necessidade em detrimento de lugares de parqueamento que mais se justificam pelas razões anteriormente mencionadas e outras igualmente relevantes, como a existência da Creche da Casa do Povo, o futuro Centro de Dia e a necessária, mas confusa, feira semanal da Vila de Prado.”

Pedem ainda uma zona específica para recolha de lixo: “a questionar também a localização dos contentores/ecopontos para recolha de lixos variados, criado de modo a acabar com a inconcebível colocação dos sacos no chão e que se tem mostrado potenciadora para a presença de animais vadios, sujidade, odores e impacto visual muito negativo.”

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