André Gomes da Silva

Opinião. V-Day (75 anos passados sobre o fim da Segunda Guerra Mundial) e as reminiscências daquele passado… tão perto de nós

Nas primeiras horas de 7 de maio de 1945, representantes do alto comando aliado aceitaram a rendição incondicional da Alemanha nazi, facto que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.

No dia seguinte, a vitória foi comemorada em todo o mundo, projectando um futuro de paz que, em grande medida, continua a ser adiado.

Desde então, o Dia da Vitória na Europa, ou o Victory in Europe Day, é comemorado todos os anos em 8 de maio,

Em 2020, o 75º aniversário do fim das hostilidades na Europa fica marcado pela inquietude causada por uma pandemia.

Todavia, a data não assinala o fim oficial da Segunda Guerra Mundial, pois o Japão Imperial não se rendeu até 15 de agosto de 1945.

Essa data seria conhecida como o Dia da Vitória sobre o Japão (VJ Day).

Por sua vez, a Rússia (antiga URSS) assinala o momento da capitulação nazi no dia 9 de Março.

Curiosamente, este desfasamento deve-se a uma mera questão de fuso horário.

A guerra acabou.

Mas será que o mal que lhe deu origem desapareceu?

A resposta é negativa.

Será que o mal está longe de nós, escondido e reduzido a nichos?

A resposta também é negativa.

Será que a sociedade portuguesa aceitaria que o representante máximo de uma instituição fosse um defensor do regime Nazi?

Não, não me refiro ao oportunismo xenófobo do representante do “Chega!”

Aliás, considero que a melhor resposta que podemos dar neste caso é a indiferença, porquanto André Ventura vive do palco que lhe dão no âmbito das “escaramuças” que ele cria.

Imaginem que uma corporação de bombeiros estaria na iminência de ser dirigida por um saudosista do terceiro reich.

Vamos fingir que tudo isto é fruto da minha imaginação.

Vamos fingir que a pessoa que escreve este artigo é a única que tem conhecimento deste facto e que percebe a gravidade da situação.

Tal representaria um retrocesso civilizacional e um grave atentado à Democracia.

Democracia que tanto nos custou a conquistar.

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