Amares

Amares. Mosteiro de Rendufe antecipa possibilidade de requalificação ao abrigo do REVIVE

O Município de Amares aprovou um protocolo de colaboração para conceder o Mosteiro de Santo André de Rendufe à exploração para uma unidade hoteleira ao abrigo do programa REVIVE, que abre o património ao investimento privado para o desenvolvimento de projetos turísticos, através da concessão da sua exploração por concurso público.

No âmbito do respetivo protocolo, celebrado entre a Direção Regional de Cultura do Norte, a Fábrica da Igreja Paroquial de Santo André, o Município de Amares e a Junta de Freguesia de Rendufe, as partes outorgantes reconhecem o grande valor patrimonial do Mosteiro de Santo André de Rendufe, como “uma das marcas indeléveis da sua importância histórica (monástica), que estes edifícios tinham em Portugal, e que a sua reabilitação comporta grandes encargos financeiros que o Estado dificilmente poderá sozinho assumir”. Assim, é acordado e reconhecido o interesse em conceder este monumento à exploração para uma unidade hoteleira ao abrigo do Programa REVIVE, mediante um contrato de concessão de exploração, precedido de concurso público, no âmbito do qual o concessionário se comprometa a reabilitar este monumento e disponibilizá-lo à fruição pública concomitantemente à construção da unidade hoteleira pretendida, sendo-lhe atribuída para este efeito uma área do Mosteiro.

Para o presidente do Município de Amares, Manuel Moreira, o Mosteiro de Rendufe tem “um grande potencial para nele se poder fazer uma reabilitação, transformando-o numa unidade hoteleira atrativa e de referência”. “Esta a única forma que temos de valorizar e dar àquele monumento a dignidade que merece, uma vez que o Estado, por si só, dificilmente conseguiria assumir uma intervenção”, acrescentou o autarca, que espera hajam investidores a reconhecer o “potencial” daquele imóvel e possam, assim, resolver de forma “célere” esta situação há muito tempo “desejada”.

Reconhecendo, as partes outorgantes, o direito de uso vitalício que a Arquidiocese de Braga e a Fábrica da Igreja Paroquial detêm sobre este Monumento, concretamente a área da antiga residência paroquial, respetivo Passal e outras áreas dedicadas a apoiar a Igreja nas suas atividades formativas e caritativas, e que são necessárias a incluir no projeto para a promoção da unidade hoteleira, de molde a poder assegurar-se a sua rentabilização, assumem o compromisso de garantir à Igreja espaços alternativos capazes garantir a mesma finalidade.

Município assume verba para construção de infraestrutura de carater religiosos e/ou social

O Município de Amares aprovou também a celebração de um protocolo com a Fábrica da Igreja Paroquial de Santo André com vista a disponibilizar uma verba de 230 mil euros para construção de uma infraestrutura de caráter religioso e/ou social, destinada a substituir as áreas cedidas ao abrigo do protocolo estabelecido no âmbito do programa REVIVE.

Note-se que, o Mosteiro de Santo André de Rendufe, bem como as ruínas do seu claustro, é um imóvel classificado como Imóvel de Interesse Público através do Decreto 32973 de 18.08.1943 e encontra-se afeto à Direção Regional de Cultura do Norte, para todos os seus legais efeitos

Mosteiro de Rendufe

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