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“Há famílias a passar fome”, afirma Associação de Empresários de Restauração Itinerante

Em comunicado enviado ao V, Vitor Manuel, Presidente da A.P.E.R.I. (Associação Portuguesa de Empresários Restauração Itinerante), fala em “pequenos parques provisórios, em cidades”, assegurando que os profissionais “conseguem implementar as medidas impostas pela DGS”. “Os apoios são curtos e muitas vezes inacessíveis. Não nos isentam de qualquer tipo de imposto ou da Taxa Social Única, mas, por exemplo, os veículos só podem transportar este tipo de material, porque razão cobram o imposto se o veículo não vai circular?”, questiona. O sector conta com mais de 800 microempresas, que englobam, sobretudo, agregados familiares. “As famílias estão desesperadas. Não se vê a luz ao fundo do túnel”, explica Vitor Manuel.

Sendo um sector sazonal pode estar um ano e meio sem actividade.

Conta Vitor Manuel que: “Já há famílias a pedir ajuda ao Banco Alimentar.O verão vai, este ano, ser diferente de todos os outros. Muitas questões estão ainda a ser analisadas, mas é certa a companhia indesejada da Covid-19.
Fruto disso, este ano não há S. João em Braga, Santo António em Vila Nova de Famalicão, nem Festa das Cruzes em Barcelos. O verão não contará com o cheiro a farturas, nem com o barulho das diversões. A maioria das festas e romarias foram canceladas. Mais uma consequência do novo coronavírus, só que esta arrasta o sector das diversões e restauração itinerantes para uma crise nunca vista”.

“Somos esquecidos, ninguém se lembra de nós”, concluiu, afirmando que “com alguns seguros já pagos, para que pudesse arrancar em Março, o prejuízo é notório, mas conta aguentar até 2021.

 

(c) Vitor Manuel

 

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